Governo terá 'posição de respeito', diz Dilma sobre CPI do Cachoeira

Presidenta diz que 'todas as coisas têm que ser apuradas', mas acrescentou que não se manifestaria sobre o assunto

Agência Brasil |

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que o governo federal terá uma posição de respeito ao Congresso Nacional em relação à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que vai investigar as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira , com parlamentares e servidores públicos e privados. Ele é acusado de comandar um esquema de exploração de máquinas de caça-níqueis.

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Dilma Rousseff participa de formatura da turma 2010-2011 do Instituto Rio Branco

"Não me manifesto em relação a esse assunto. A CPI é algo afeto ao Congresso, o governo federal terá uma posição absolutamente de respeito ao Congresso", disse a presidenta a jornalistas após cerimônia no Itamaraty.

Dilma acrescentou que não irá interferir em questões de outro Poder. "Vocês acreditam mesmo que, além das múltiplas atividades com que tenho que lidar todos os dias, vou interferir na questão de outro Poder? Acho que todas as coisas têm que ser apuradas, mas não me manifesto sobre a CPI”, completou.

Saiba mais: Vital do Rêgo diz que aceitou presidir CPI do Cachoeira

A CPI do Cachoeira foi criada na quinta-feira em sessão conjunta do Congresso Nacional. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) foi a escolha do partido para ser o presidente da comissão. Ele aceitou o convite feito oficialmente na tarde de quinta por Renan Calheiros.

Com a maior bancada no Senado, cabia ao PMDB a prerrogativa de indicar o presidente da comissão, assim como cabe ao PT a escolha do nome para a relatoria, devido à maioria na Câmara dos Deputados. Segundo a presidenta interina do Congresso Nacional, a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), os líderes tem até às 19h30 de terça-feira para definir seus integrantes.

O foco de investigação da CPI são as relações entre Cachoeira, políticos e empresários. O bicheiro é alvo da Operação Monte Carlo que investiga o jogo ilegal no País e está preso desde fevereiro. Esta semana, ele foi transferido do Presídio de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

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