Lewandowski quer julgar “mensalão” no primeiro semestre

Ministro negou que esteja sendo pressionado por outros colegas no STF a acelerar a revisão do processo

Wilson Lima, iG Brasília |

O ministro revisor do processo do mensalão, Ricardo Lewandowski, afirmou na noite desta quarta-feira (18) que pretende julgar o caso ainda no primeiro semestre deste ano. A afirmação foi feita após a posse da ministra Cármen Lúcia como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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STF / Divulgação
Ricardo Lewandowski é o ministro do STF responsável por revisar processo do mensalão

Antes da posse da ministra Cármen Lúcia, Lewandowski encaminhou ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, renunciando ao seu mandato como ministro do TSE que iria até 5 de maio do ano que vem. Nos bastidores, a renúncia tem como objetivo agilizar a análise do processo do mensalão. Oficialmente, o ministro negou. Afirmou apenas que “cumpriu a sua missão” e que acredita “nos preceitos republicanos e na temporariedade dos mandatos”. “Acredito também que devemos dar lugar aos mais novos e o rodízio é muito importante para a República”, declarou.

No entanto, Lewandowski admitiu que, a partir de agora, terá mais tempo para analisar vários temas polêmicos. Entre os quais o caso mensalão. “Há vários temas, várias questões pendentes que agora serão objetos de uma análise mais vertida por parte da minha pessoa. Eu terei mais tempo evidentemente a vários temas. Tem a questão das cotas raciais, de minha relatoria, os planos econômicos (Color I e II), então há várias questões importantíssimas que eu quero julgar ainda no primeiro semestre”.

Durante essa semana, ministros do STF criticaram publicamente a lentidão com que Lewandowski tem feito a análise do caso mensalão. No final do ano passado, o ministro Joaquim Barbosa encaminhou o relatório do processo ao ministro Lewandowski, que ainda não deu seu parecer. Sem o aval de Lewandowski, os demais ministros não tem como elaborar seus votos e o caso não vai a julgamento.

O próximo presidente do Supremo, ministro Ayres Britto, tem como uma de suas prioridades o julgamento do mensalão. O medo dele e de outros ministros é que alguns crimes prescrevam e determinados réus não sejam condenados.

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