Ophir Cavalcante vai ingressar com requerimento no para que sociedade possa ter representantes na CPMI de Carlinhos Cachoeira

Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante,
Agência Brasil
Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, "ou o Brasil acaba com a corrupção ou ela acaba com o país"
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou ao iG que o pais vive “um surto de corrupção” após as revelações de que políticos de pelo menos dois estados (Goiás e Distrito Federal) mantinham relação direta com o empresário de jogos de azar, Carlinhos Cachoeira.

Segundo Cavalcante, “a sociedade de um modo geral está enfrentando essa situação como uma praga, como se fosse um grande formigueiro que existe no Brasil”. “Ou o Brasil acaba com esse formigueiro que é a corrupção ou esse formigueiro vai acabar com o Brasil. Não podemos deixar que isso aconteça”, afirmou. “Temos que fortalecer as instituições. As instituições são mais importantes que os homens. E por isso que a OAB tem um posicionamento muito claro no sentido de combater a corrupção e a impunidade”, complementou.

Na quarta-feira (18), a OAB e outras entidades da sociedade civil organizada decidiram que irão encaminhar um requerimento aos líderes da CPI mista que vai investigar os braços político e empresarial do esquema de contravenção de Carlos Augusto Ramos. A ideia da OAB é que exista pelo menos um membro representativo da sociedade civil (nem que seja como ouvinte) dentro da CPI.

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Esse membro seria escolhido por entidades como a própria OAB e a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB). “Vamos fazer o pleito para que haja o acompanhamento da sociedade. Queremos acompanhar o trabalho direto dos senadores”, explicou Cavalcante. O medo da OAB é que a CPI mista, criada nesta quinta-feira (19), tenha um desvio de foco ou mesmo seja esvaziada.

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