Apesar de indício de superfaturamento, ministro descarta paralisar obra da Delta

Para Aldo Rebelo (Esporte), as obras urbanas em BH devem continuar porque investigação pode não ter relação com a CPI de Cachoeira

Denise Motta, iG Minas Gerais |

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) questiona alguns dados relacionados à obra urbana realizada em Belo Horizonte pela Delta Construções que pode passar por modificações.

A informação foi dada nesta quarta-feira pelo prefeito da capital mineira, Marcio Lacerda (PSB), que acompanhou a visita do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ao Mineirão. A Delta vem sendo relacionada com um braço de negócios do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso recentemente na operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Informado que o envolvimento da Delta em Belo Horizonte tratava-se de intervenções em vias urbanas, o ministro Rebelo respondeu: “Eu não creio que a investigação tenha que significar paralisia das obras. Não vejo nenhuma relação.”

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Já sobre a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as relações de Cachoeira com o poder público, o ministro esquivou-se: “Se eu estivesse no exercício do meu mandato, naturalmente eu teria a posição do meu partido, que apoiou a CPI. Agora, no Poder Executivo, tenho que me submeter à disciplina porque esse é um assunto do Congresso Nacional.”

Conforme informações do jornal Estado de São Paulo , relatório técnico do TCE aponta superfaturamento em preços de obras de mobilidade em Belo Horizonte, como a reforma de correadores urbanos para ônibus, chamado BRT (Bus Rapid Transit). A obra visa melhorias no trânsito para a Copa de 2014. Orçada em R$ 134 milhões, teria um superfaturamento de R$ 6 milhões e sobrepreço de alguns itens que chegaria a 350%.

“É preciso tomar cuidado, vocês da imprensa, para não espalhar lama sem fundamento. As obras da Copa estão sendo fiscalizadas. O TCE fez questionamentos sobre alguns preços, três, quatro ou cinco preços de obras. Entendemos que eles estão equivocados em 90% das alegações. Temos um prazo de 30 dias e vamos encaminhar algumas explicações a eles. Se tiver que fazer algum ajuste, vamos fazer. Não é nada sério. Não estamos preocupados com isso. É apenas uma discordância técnica”, alegou o prefeito Marcio Lacerda em entrevista no Mineirão, estádio que passa por obras de reforma para a Copa do Mundo.

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