Soninha recusa ser vice se PPS fechar com Serra em São Paulo

'Eu quero ser prefeita', disse pré-candidata sobre possível apoio do seu partido ao tucano

AE |

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A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine , disse nesta terça-feira (17) em entrevista ao Grupo Estado que não abrirá mão de sua candidatura em favor do pré-candidato tucano José Serra. "Se o PPS decidir, em convenção, que pretende indicar o vice do Serra e abrir mão da candidatura própria, ele pode indicar o vice do Serra, mas a opção não serei eu", avisou, na entrevista ao vivo para o programa Metrópole, da Estadão/ESPN. Soninha afirmou que lançou sua pré-candidatura porque, no debate eleitoral, pode defender suas ideias abertamente. "Eu quero ser prefeita", reforçou.

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De acordo com a pré-candidata, ao comentar a possibilidade do partido apoiar o pré-candidato do PSDB, o presidente da sigla, deputado federal Roberto Freire (SP), estava fazendo referência a uma pré condição de "início de conversa" e não de uma possibilidade concreta. "Isso seria condição para começar a conversar, não necessariamente aceitar", explicou. "Mas sinceramente, não tem começo, não tem meio e não tem fim (de conversa). O partido nacional quer muito que a gente tenha candidatura própria em São Paulo. É uma eleição que reverbera em outros lugares", completou.

Como candidata pela segunda vez à sucessão municipal em São Paulo, Soninha disse que vai manter o mesmo discurso de 2008: o da busca por uma "solução estrutural" para a cidade. "A gente vai insistir neste ponto de fazer uma campanha, por mais difícil que seja, que trate dos temas em sua complexidade e com mais profundidade, em vez de insistir em dois ou três slogans", acrescentou.

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Questionada sobre sua saída do PT em 2007 e sua opção pelo PPS, ela afirmou que seu antigo partido já não a representava mais. "Se diminui a credibilidade do eleitor, eu preciso correr esse risco. Se o partido pelo qual eu me elegi vereadora não me representa mais, se eu não me sinto orgulhosa e confiante, representada pelo partido no qual eu estou, eu tenho de sair desse partido", argumentou. Segundo a pré-candidata, ao obstruir as votações, o PT se colocava na postura de "quanto pior, melhor".

Questionada sobre a administração da presidente Dilma Rousseff (PT), a pré-candidata do PPS disse que seu governo é ruim porque o País não está avançando em setores essenciais, como o de infraestrutura, habitação e educação. Porém, fez uma ressalva quanto 'ao pulso firme' que Dilma vem demonstrando na área das relações internacionais, sobretudo com alguns países como o Irã.

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