Ideli nega recuo do governo para instalar CPI do Cachoeira

Ministra da articulação política reuniu-se hoje com líderes governistas e diz que foco são as votações no Congresso

iG São Paulo |

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, negou nesta terça-feira (17) que o governo queira recuar da instalação da CPI mista para investigar as irregularidades envolvendo o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira . “Não tenho qualquer informação sobre recuo. Estamos focados em fazer com que as votações continuem dentro da normalidade”, disse Ideli. A ministra reuniu-se hoje por uma hora e meia com os líderes da base governista para um café da manhã.

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Agência Brasil
Ideli Salvatti, ministra da articulação política, encontra líderes governistas e nega recuo em CPI
Uma das avaliações é que a CPI pode ampliar seu alcance e atingir alvos políticos próximos ao Planalto, e não apenas o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), também alvo de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado. Também os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), citados em escutas telefônicas da Operação Monte Carlo, podem ser rifados embora publicamente tucanos e petistas defendam os dois.

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A previsão é que a CPI seja instalada essa semana assim que recolher 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

Dilma conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a CPI na sexta-feira em São Paulo, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. O movimento de gestação no Congresso visa a salvar políticos ao mesmo tempo em que tentará fazer com que a CPI concentre suas investigações no contraventos Carlinhos Cachoeira e nos empresários mais citados pela PF, como Fernando Cavendish, dono da Delta Construções S.A. e Cláudio Abreu, representante da empresa no Centro-Oeste.

Entre os parlamentares poupados, neste momento, estão os tucanos Carlos Leréia, que admitiu ser amigo de Cachoeira e saber que estava envolvido com jogo ilegal, e Leonardo Vilela, pré-candidato à prefeitura de Goiânia. Também foram citados nas gravações Jovair Arantes (GO), líder do PTB na Câmara, sandes Júnior (PP-GO), Rubens Otoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ).

Com Agência Senado e Agência Estado

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