Hillary diz que luta de Dilma contra corrupção é exemplo

Secretária de Estado americana afirma que países que não se esforçarem para tornar seus governos mais transparentes ficarão para trás

iG São Paulo |

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, elogiou as ações de  Dilma Rousseff nesta terça-feira e disse que a presidenta criou um padrão mundial de combate à corrupção. "Quero elogiar seu empenho e luta, presidenta Dilma, contra a corrupção criando um padrão mundial", disse. "A corrupção mata e destrói o potencial dos países", acrescentou.

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AP
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, participou de encontro com a presidenta Dilma Rousseff

Dilma e Hillary participaram nesta terça-feira em Brasília da 1ª Conferência Anual de Alto Nível da Parceria para um Governo Aberto (cujo nome em inglês é Open Government Partnership), copresidida pelo Brasil e pelos EUA. Compareceram também à reunião representantes de 42 países, entre eles o presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, e o premiê da Geórgia, Nika Gilauri.

Hillary defendeu que mais países façam parte da chamada Parceria para um Governo Aberto que tem o intuito de aumentar o combate à corrupção e a busca por governos sólidos e baseados nos cidadãos. A secretária americana disse que as nações que não aderirem a esses esforços ficarão para trás, pois o mundo atual é o da globalização e integração. “Os governos que se escondem do público, que ignoram as aspirações dos povos, vão se tornar cada vez mais insustentáveis”, disse Hillary, no discurso de cerca de 15 minutos."

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Segundo ela, os governos que querem isolar a participação da sociedade serão surpreendidos: “Vão descobrir que serão deixados para trás”.

Para Hillary, várias medidas podem ser adotadas para ampliar os esforços de combate à corrupção e busca por mais transparência. A secretária citou, por exemplo, a criação de legislações contra a corrupção, o fortalecimento da projeção da mídia e a criação de sites de redes sociais para que os cidadãos possam fazer seus relatos.

Ela reiterou também que vários países adotaram medidas eficientes na tentativa de consolidar governos abertos. Além do Brasil e dos Estados Unidos, ela citou o Chile, Israel, a Romênia e a Espanha. Segundo ela, na Tanzânia, foi criado um site que expõe, publicamente, números e informações do governo para a população.

No caso dos Estados Unidos, Hillary disse que foram criados 26 projetos para melhorar a prestação de serviços públicos e a gestão de recursos. De acordo com a secretária, a intenção é ampliar esses sites: “Queremos levar mais transparência para a indústria petrolífera e gás.”

Ela também disse que está determinada a orientar as embaixadas dos Estados Unidos em todos os países a instaurar sistemas de acesso para que os cidadãos apresentem sugestões e façam suas manifestações. “Temos de transformar em ações as nossas aspirações”, ressaltou.

Hillary no Brasil

A secretária de Estado americana chegou em Brasília na segunda-feira, e se reuniu com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. No encontro, Hillary elogiou o Brasil, mas foi cautelosa ao defender a inclusão dos brasileiros em um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas , caso ocorra uma reforma do órgão.

Patriota e Hillary conversaram também sobre a crise na Síria , os ataques terroristas no Afeganistão e os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte. Para ambos, é preciso dar um voto de confiança ao presidente sírio, Bashar Al Assad, que prometeu um cessar-fogo imediato. No caso do Afeganistão, a secretária disse que os norte-americanos manterão o apoio ao governo afegão.

No entanto, Hillary foi incisiva ao se referir à Coreia do Norte, que faz testes com mísseis de longo alcance. Segundo ela, o governo norte-americano deve substituir essas experiências por medidas que privilegiem a qualidade de vida da população, que sofre com a falta de alimentação. Em relação ao Irã, ela disse que está confiante no fim do impasse em relação ao programa nuclear.

Com Agência Brasil

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