Órgão apontou problemas em contratos que somam mais de R$ 600 milhões desde 2007

A Controladoria-Geral da União (CGU) ajudará a CPI mista na investigação contra o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, inclusive se for necessário maior aprofundamento de investigações de contratos, disse nesta terça-feira o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage.

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"Tudo o que for denunciado pela imprensa com o mínimo de consistência, como sempre fazemos, tratamos de aprofundar as investigações. Se for instalada uma CPI e a CPI solicitar um maior aprofundamento, sem dúvida nenhuma será feito, como tem sido", disse Hage.

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O ministro participou da abertura da Primeira Conferência Anual de Alto Nível da Parceria Para Governo Aberto, onde estiveram a presidente Dilma Rousseff e a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

A CGU apontou irregularidades em obras da Delta Construções, cujos contratos somam R$ 632 milhões. Auditorias do órgão, responsável pelo controle interno do governo federal, listam pagamentos ilegais, indícios de superfaturamento, execução de serviços sem qualidade e diversos outros tipos de impropriedade em contratos da empresa, fiscalizados a partir de 2007.

"Tudo que a CPI vier nos solicitar será atendida, como todas as CPIs anteriores foram pela CGU", disse o ministro.

As auditorias da CGU desses contratos antecedem muito ao momento que se refere ao escândalo que imagina que seja Cachoeira e Demóstenes. Espero que não se torne apenas escândalo Delta, mas sim que tenha toda a amplitude que corresponde aos possíveis envolvidos de todos os lados", disse o ministro.

O Senado já coletou as assinaturas necessárias na Casa para a instalação da CPI. Para a instalação da comissão, são necessárias 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados. Resta às lideranças na Câmara recolherem o apoio necessário.

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