Câmara e Senado já têm assinaturas para criar a CPI do Cachoeira

Assinaram o documento 313 deputados e 60 senadores. CPI deve ser instalada até quinta

iG São Paulo |

A Câmara e o Senado conseguiram reunir na noite desta terça-feira (17) assinaturas suficientes para criar a CPI do Cachoeira, que vai investigar as ligações políticas do bicheiro Carlos Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de comandar rede de jogos ilegais . Assinaram o documento 313 deputados – 142 a mais que o necessário – e 60 senadores – 33 a mais, segundo informações da Agência Câmara.

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Em seguida, ainda na noite de terça, o texto com o pedido de investigação foi protocolado na Mesa Diretora do Congresso. E, depois disso, haverá a conferência das assinaturas e sua leitura em plenário, a ser feita pela 1ª vice-presidente do Congresso Nacional, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), uma vez que o presidente, senador José Sarney (PMDB-AP), deve permanecer em licença médica até o fim da próxima semana. A previsão é que a CPI seja criada até quinta-feira.

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A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, negou nesta terça que o governo queira recuar da instalação da CPI. “Não tenho qualquer informação sobre recuo. Estamos focados em fazer com que as votações continuem dentro da normalidade”, disse Ideli. A ministra reuniu-se hoje por uma hora e meia com os líderes da base governista para um café da manhã.

Uma das avaliações é que a CPI pode ampliar seu alcance e atingir alvos políticos próximos ao Planalto, e não apenas o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) , também alvo de processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado. Também os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), citados em escutas telefônicas da Operação Monte Carlo, podem ser rifados embora publicamente tucanos e petistas defendam os dois. 

Sobre Demóstenes, os representantes do Conselho de Ética do Senado se reuniram hoje com o ministro Ricardo Lewandowski para pedir o compartilhamento de informações sobre as operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. O magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) é relator do processo sobre o envolvimento de Torres com Cachoeira.

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