Autoridades do governo petista afirmam que ala grevista mais radical é ligada ao PSDB

A disputa política entre PT e PSDB é um dos panos de fundo da crise de insegurança na Bahia. Autoridades do governo baiano dizem que a ala grevista mais radical, que resiste a negociar com a administração de Jaques Wagner, é ligada ao PSDB.

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Em auxílio à gestão de Wagner (PT), o governo federal enviou à Bahia 2,8 mil militares das Forças Armadas e 450 da Força Nacional, num dos maiores esforços para garantir a segurança de uma unidade da federação. Os grevistas ocuparam a Assembleia Legislativa do Estado, que está cercada pelas tropas federais. "Há um componente político [na condução da greve]", disse uma autoridade do governo baiano.

Wagner está em contato permanente com a presidenta Dilma Rousseff para tratar da questão.

Manifestantes que apoiam os PMs em greve entram em confronto com as tropas federais nesta manhã
AE
Manifestantes que apoiam os PMs em greve entram em confronto com as tropas federais nesta manhã

O comandante da 6ª Região Militar, general Gonçalves Dias, segue a hierarquia do Exército, mas não é um personagem estranho no Palácio do Planalto: chefiou a segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Representantes de Wagner têm procurado construir pontes com o movimento grevista, mas descartam a ideia de conceder anistia aos policiais envolvidos em atos de "intimidação ou agressão" contra a sociedade.

O governo da Bahia já ofereceu um aumento de 6,5% aos policiais militares, mas um acordo não foi fechado.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) confirma que Marco Prisco, líder do movimento grevista, é filiado ao PSDB. Pondera, entretanto, que Prisco já vinha demonstrando insatisfação por não receber apoio do partido. "As reivindicações são pertinentes [maior piso salarial], mas os métodos não são adequados. Se o governo quer partidarizar, esse não é o caminho. Isso interessa a quem perdeu o controle ( da situação )", comentou o parlamentar tucano.

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