Kassab tem carta branca para lançar Afif ou negociar com o PT

Segundo o prefeito de São Paulo, as conversas com o PSDB estão encerradas; Henrique Meirelles defendeu aliança com o PT

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

AE
Henrique Meirelles, o presidente do diretório municipal do PSD, Alfredo Cutait Neto, o prefeito, Gilberto Kassab, e o vice-governador, Guilherme Afif em reunião do PSD
O diretório municipal do PSD delegou nesta segunda-feira ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o poder de definir a política de alianças do partido nas eleições municipais deste ano.

Kassab reiterou que a prioridade do partido é lançar candidatura própria do vice-governador Guilherme Afif Domingos, mas disse também que com a decisão do diretório ele tem carta branca para negociar com outros partidos, inclusive o PT.

Segundo Kassab, as conversas com o PSDB estão encerradas. Ele apenas vai aguardar uma resposta dos tucanos à proposta de que eles indiquem o vice de Afif.

Já em relação ao PT, Kassab adotou um discurso mais cauteloso e não descartou a hipótese de o PSD abrir mão da cabeça de chapa para apoiar o candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad.

Quem esta apadrinhando a negociação entre o PT e PSD é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff . No entanto, a aproximação enfrenta forte resistência do PT de são Paulo e principalmente da militância ligada a movimentos sociais.

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A reunião do PSD contou com a presença de dirigentes estaduais e de praticamente toda a cúpula do partido em São Paulo, inclusive o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

Meirelles saiu do encontro defendendo aliança com o PT e não descartou a possibilidade de ser candidato a vice de Haddad.

“Esse não é o objetivo. Fui chamado para ajudar no programa econômico do partido”, disse Meirelles, que falou rapidamente para não responder a mais perguntas.

No sábado, o conselho politico da campanha de Haddad decidiu deixar as negociações com o PSD em segundo plano. A prioridade do petista é costurar possíveis alianças com os cinco paridos que integram a base da presidenta Dilma Rousseff, PMDB, PSB, PC do B, PDT e PR .

Segundo Haddad, o PSD de Kassab ficaria em segundo plano, pois não havia um canal de diálogo entre as direções dos dois partidos. O presidente do diretório municipal do PT, Antonio Donato, disse nesta segunda-feira que ainda não foi procurado por Kassab para iniciar as negociações.

“Continua tudo na mesma. Se o PSD nos procurar, vamos conversar”, disse.

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