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Suspeitos foram parados em blitz na região de Pinheiros e não souberam explicar de onde vinha tanto dinheiro armazenado em caixa e mochila

A criminalidade já sabe que enquanto houver uma viatura e um Policial Militar em patrulhamento, o crime fica com as horas contadas e sem espaço para espalhar seus braços pelas ruas do Estado de São Paulo. 

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Policial Militar apreendeu quase 2 milhões de reais, em dinheiro vivo, com dupla em São Paulo
Divulgação/Polícia Militar
Policial Militar apreendeu quase 2 milhões de reais, em dinheiro vivo, com dupla em São Paulo

O procedimento padrão de uma abordagem Policial é simples: ordem de parada, revista, entrevista, pesquisa criminal e depois disso o suspeito pode ser solto ou preso.  Não existe e não haverá outra possibilidade ou aquele famoso "jeitinho brasileiro" com um Policial Militar do Estado de São Paulo. 

Nessa quinta-feira (1), dois suspeitos tentaram comprar sua liberdade e também a o silêncio dos Policiais, um erro grave. Quem vai nos contar essa história, com todos os detalhes, é o Sargento Aragão do Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.

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"Nós montamos uma operação bloqueio de rotina. É uma coisa que fazemos sempre ali na região de Pinheiros para tentar diminuir os números de furto e roubo de veículos. A gente não esperava encontrar uma ocorrência milionária dessas", diz o Sargento.

A equipe do Sargento notou a presença de dois homens em um carro e eles demonstraram um certo nervosismo, o que foi o sinal exato para realizar a abordagem. "Quando vimos que eles estavam meio nervosos, nós realizamos a abordagem. A princípio não achamos nada com eles, mas quando fomos fazer a revista no carro achamos uma mala e uma caixa com toda essa quantida de dinheiro (R$ 1,8 milhão)", aponta o Sargento.

"Os dois começaram a tentar explicar de onde vinha todo aquele dinheiro. Primeiro eles falaram que era da venda de um apartamento na região da Augusta, mas nem o local exato onde ficaria essa prédio e nem os documentos da venda, eles tinham. Na verdade, os dois não conseguiam explicar nada", conta o Sargento Aragão.

Caixa e mochila encontrada dentro do veículo com os criminosos
Divulgação/Polícia Militar
Caixa e mochila encontrada dentro do veículo com os criminosos


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"Quando perceberam que não teria jeito, eles me ofereceram R$ 800 mil para serem liberados. Queriam voltar para Santa Catarina. Assim que eles quiseram fazer esse acordo, nós demos a voz de prisão e tivemos a certeza que era dinheiro de origem criminosa. A partir daí, os dois ficaram calados e não quiseram mais colaborar com nada", conta o Sargento.

Um dos suspeitos já tinha passagem por tráfico internacional de droga, o que levantou a suspeita de que o dinheiro deve ser do tráfico. Os dois homens e o dinheiro foram levados para o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais). Eles vão responder por lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Mesmo com muitas ocorrências na carreira, o Policial Militar diz que quando viu a quantia apreendida ficou surpreso. "Fica a surpresa. Na hora já reforcei a segurança para evitar qualquer tipo de resgate e fizemos a operação padrão", finaliza o Sargento Aragão provando que você e eu podemos confiar na Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Tenente Coronel Mário Alves, Major Guillon  e 3º Sgt  Aragão encarregado da ocorrência  (da direita para esquerda)
Divulgação/Polícia Militar
Tenente Coronel Mário Alves, Major Guillon e 3º Sgt Aragão encarregado da ocorrência (da direita para esquerda)


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