Homem caçava aves silvestres em unidade de conservação e as vendia como 'churrasco de galeto' em praias de Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo

Caçador detido pela Polícia Militar Ambiental vendia bem-te-vi e sabiás como 'galetos' em Ilha Comprida (SP)
Divulgação/Polícia Militar Ambiental
Caçador detido pela Polícia Militar Ambiental vendia bem-te-vi e sabiás como 'galetos' em Ilha Comprida (SP)

Polícia Militar Ambiental deteve um caçador que capturava aves nativas em uma unidade de conservação no litoral sul de São Paulo para revendê-las como 'churrasco de galeto' em praias do município de Ilha Comprida.

De acordo com o Tenente-Coronel Ferreira Filho, do 3º Batalhão da Polícia Militar Ambiental , o criminoso foi identificado durante patrulhamento por ruas do bairro Balneário Di Franco na última quarta-feira (28). "Os policiais suspeitaram do homem por causa do comportamento dele, de apreensão, quando avistou a viatura", relatou o Tenente.

O indivíduo confessou, ao ser abordado pela equipe da PMA, que portava uma espingarda de pressão calibre 5.5 mm. Ao adentrar em sua casa, os policiais encontraram dez pássaros já abatidos e depenados no freezer do indivíduo.

"Ele disse que caçava os animais com sua arma de pressão em um parque estadual, que é uma unidade de conservação em Ilha Comprida. O criminoso fazia churrasco com os pássaros e os vendia na praia como se fossem galetos. Acreditamos que ele também caçava para consumo próprio e de sua família", contou o Tenente-Coronel Ferreira Filho.

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Entre as espécies de aves encontradas abatidas na casa do criminoso estavam o bem-te-vi, sabiás, e o juriti – ave que se assemelha com a popular "rolinha" e com os pombos urbanos.

O tenente da PMA afirmou que esse tipo de ocorrência é incomum e revelou surpresa por conta do perfil das aves caçadas pelo indivíduo.

"Essas espécies são pequenas, têm muito pouca carne. A pessoa fazer esse tipo de coisa é muito incomum, especialmente no parque estadual de Ilha Comprida, que não é uma área muito explorada", disse Ferreira Filho.

Além dos pássaros, também foi encontrada na casa do criminoso a quantia aproximada de 240 quilos de carne, cuja procedência o homem não soube informar. A vigilância sanitária foi acionada e confirmou que o produto era impróprio para o consumo, lavrando notificação de inutilização da carne.

A ocorrência foi levada ao conhecimento da autoridade de polícia judiciária pela equipe da Polícia Militar Ambiental e o homem foi multado em R$ 10 mil por crime de caça sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente – infração agravada pelo fato de ter ocorrido em área de preservação.

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Equipe da Polícia Militar Ambiental em ocorrência em Ilha Comprida (SP):


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