Para Lucas, neste ano o Papai Noel usou farda verde com camuflagem digital

Dois Policiais Militares do COE, Comados e Operações Especiais, encontraram uma carta com pedidos para o Papai Noel. Não hesitaram.
Foto: foto: Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
COE, Comandos e Operações Especiais

No começo de dezembro, Lucas de 9 anos anos foi com sua família num Shopping  Center, e lá viu uma decoração de Natal. Sem pensar duas vezes entrou na fila para tirar uma foto com o Papai e a Mamãe Noel e percebeu que ao lado havia uma caixa de correio para depositar os pedidos. Ele escreveu uma carta com os presentes que queria e colocou na caixa.     

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Alguns dias depois, dois Policiais Militares do COE , Comandos e Operações Especiais, que estavam de folga passeando no mesmo Shopping, passaram perto da caixa de correio e perceberam que havia uma carta metade para fora, quase caindo no chão. O instinto de curiosidade Policial falou mais alto.

“Perguntamos para a Mamãe Noel se poderíamos pegar e ver a cartinha e ela disse que sim, sem nenhum problema. Foi aí que começamos a conhecer o Lucas. Ele havia escrito que em 2017 tinha sido um menino muito bom, comportado, que era um ótimo aluno do 3º ano, e que considerava o Papai Noel como seu segundo pai. Lucas listou quatro presentes, e pediu para ganhar um”, relata um dos PMs do COE.

Os Policiais continuaram conversando com a Mamãe Noel, queriam saber o que iria acontecer com as cartas. Meio sem jeito ela disse que a situação era meio triste, já que as crianças ficavam esperando receber alguma coisa, mas que provavelmente nada seria feito com essas cartas. Só que dessa vez não.

“Já que a gente leu a carta do Lucas, agora vamos ter que adotar essa criança e realizar o desejo do menino”, disse um PM para o outro.

Eles foram para uma loja de brinquedos e compraram um dos presentes.

Através do nome da escola que estava escrito na carta, os dois Policiais conseguiram o celular do pai de Lucas, ligaram para ele, contaram a história e pediram permissão para fazer uma surpresa e entregar o presente na casa dele. Durante a conversa, descobriram uma incrível coincidência: o pai do Lucas era um ex-colega de farda, um Sargento da reserva da PM.

Como os dois Policiais não poderiam fazer a entrega no dia marcado, por motivos de trabalho, pediram autorização para o comando do COE e passaram a “missão" para um superior deles, um Subtenente que, sem hesitar, convocou mais três Policiais e todos rumaram numa viatura para a casa de Lucas. No caminho compraram mais um presente da lista.

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As poucas pessoas que já viram um Policial do COE, sabem que sua presença impressiona. Essa tropa de elite é composta por um seleto grupo de homens que passam por um duríssimo processo de seleção e uma vez aceitos na Tropa, os treinamentos com  equipamentos e armamentos especiais são constantes. Isso os habilita a intervir e resolver crises policiais de alta complexidade e periculosidade, em ambientes urbanos, rurais e de mata, por terra, ar e mar, em qualquer tipo de clima, em operações diurnas e noturnas.

Toda vez que um PM do COE sai de sua Base, ele esta 100% equipado para operar. Isso significa que além de sua farda verde de camuflagem digital e seu rifle, ele leva no seu corpo, uma pistola, munição extra (muita), lanterna, faca, algemas, equipamentos de navegação, comunicação e de sobrevivência, visão noturna, kit de primeiro socorros e baterias extras, entre vários outros itens. Foi assim que o Subtenente e seus três Policiais chegaram na casa do Lucas.

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Esse será um Natal que o Lucas nunca vai esquecer. Para ele o Papai Noel existe de verdade, só que ao invés de usar um trenó e roupas vermelhas, ele se desloca numa viatura e veste uma farda verde com camuflagem digital do Comandos e Operações Especiais.

Foto: foto: COE / Divulgação
Equipe de Policiais do COE levaram os presentes de Natal que Lucas pediu

Essa historia parece uma exceção que ocorre apenas uma vez por ano, mas não é. Todos os dias, os quase 100.000 Policiais Militares do Estado de São Paulo, salvam vidas, fazem partos, resgatam pessoas e aplicam a lei para defender a sociedade. Por algum motivo ideológico, ou de falta de caráter mesmo, essas ações são ignoradas por parte da mídia e da sociedade. Se é nosso direito ligar para o “190” e pedir socorro para a PM em caso de emergência policial, tambeem é nosso dever respeitar nossos homens e mulheres de uniforme, apoiá-los e acenar de forma positiva sempre que cruzarmos com um deles na rua.

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Os vários Policias do Comandos e Operações Especiais envolvidos nesta “missão” pediram para não ter seus nomes divulgados. Além de tradicionalmente o COE operar com discrição, sem fazer alardes, para estes homens as ações individuais não possuem significado, o que importa é sempre o conjunto, é sempre a instituição.

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