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Guiados pelo faro da cadela Deka, os Policiais Militares conseguiram encontrar em um dos quartos de um conjunto habitacional o local onde os traficantes armazenavam e faziam o processo de embalagem de drogas

Farejar e apontar com sucesso a presença de drogas pode até parecer um trabalho fácil para os cães do Canil da PM. Mas essa tarefa se torna complicada quando falamos de achar entorpecentes em um conjunto habitacional com dezenas de apartamentos e centenas de quartos.

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Drogas apreendidas pela cadela Deka do Canil da PM
divulgação/canil da PM
Drogas apreendidas pela cadela Deka do Canil da PM

A missão poderia com certeza trazer à tona a velha expressão, "encontrar uma agulha no palheiro". No início da manhã desta terça-feira (27), eu conversei com o Tenente Tongu que me contou como o Canil da PM fez para achar o "quarto do tráfico", onde eram armazenados e embalados os entorpecentes.

"Tudo ocorreu na tarde desse domingo, nós estávamos pela região de Itaquaquecetuba em patrulhamento de rotina. A área é conhecida pelo seu forte movimento de tráfico e quando a nossa viatura entrou pela rua Cambuci, um homem saiu correndo e entrou nesse CDHU", conta o Tenente Tongu.

A atitude do suspeito fez com que os PMs entrassem no local, mas o fugitivo conseguiu se esconder em um dos apartamentos. "Não conseguimos achar porque ele estava longe e fugiu assim que viu a viatura, mas pela nossa experiência tinha coisa errada ali. Colocamos a Deka para trabalhar, nós começamos a varredura pela área comum dos prédios. Foi quando ela indicou a presença de ilícito em um dos apartamentos", revela o Tenente .

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Cientes da eficiência do cão, a equipe Policial formada também pelos PMs Subtenente Salgado, Cabo Dias condutor da cadela Deka e Soldado D. Ferreira bateram na porta da casa.  
"Uma mulher atendeu a porta e falou tranquilamente que não tinha nada de errado lá dentro, nós pedimos para entrar no local, mas só que ele confiava no seu esconderijo e não tinha visto o cão. Assim que ela viu que a Deka ia entrar na casa, já começou a se complicar e ficou bem assustada. Não demorou muito e o cão encontrou droga, dinheiro, balança e celulares. A moradora tentou argumentar que não era dela e que muita gente entrava ali, mas não teve jeito, nós a prendemos. Pelas características ali funcionava um local de embalagem de drogas", finaliza o Tenente Tongu.

Ao todo, os PMs apreenderam 395 papelotes de cocaína, 389 de maconha, R$ 1,080, uma balança de precisão e dois aparelhos de celular. A suspeita foi encaminhada para o Distrito Policial de Itaquaquecetuba e vai responder por tráfico de drogas.

Você sabe quantos cães trabalham na Polícia Militar? 

O estado de São Paulo possui 25 Canis. No Central, temos 37 cães na ativa, mas no total são cerca de 300. Além de servir de base operacional para as missões na cidade de São Paulo, o Canil Central é onde acontecem todos os cursos de especialização, atualização e reciclagem dos Policiais de todos os canis do estado. É também onde fica o centro veterinário. 

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Quais são as raças de cães que a PM usa? 

São seis raças: Pastor Alemão, Pastor Holandês, Pastor Belga Malinois, Rottweiler, Bloodhound e Labrador. As missões de cada raça são divididas de acordo com suas habilidades específicas, como: faro, resistência, inteligência, agressividade, etc... Um Labrador, por exemplo, não é indicado para fazer policiamento ostensivo, porque geralmente não possui a agressividade necessária. Normalmente, o Labrador é usado para farejar entorpecentes e explosivos. Já o Pastor Belga Malinois é utilizado para policiamento e também faro. O Bloodhound tem aptidão para busca de pessoas.