Através do disque denúncia, 181, população de bem pode mostrar sua indignação com o poder do tráfico e ajudar nas operações Policiais em SP

A população está cansada de ser oprimida. No Rio de Janeiro, nós temos visto a guerra realizada pelo tráfico de drogas na favela da Rocinha. Após imagens fortes e absurdas rodarem o Brasil, o Exercíto foi chamado para dar apoio às forças Policiais. Mas em São Paulo, quando o grito de socorro chega ao Disque Denúncia, a ROTA está pronta para atender.

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Parte das 86 viaturas de ROTA, ainda dentro do pátio do Quartel, que integraram a operação
Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
Parte das 86 viaturas de ROTA, ainda dentro do pátio do Quartel, que integraram a operação "São Paulo Tolerância Zero"

No final da tarde dessa sexta-feira (22), eu tive a oportunidade de conversar com o Tenente Sigari da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Ele me revelou uma Operação de sucesso que teve a oportunidade de comandar na última quinta-feira. Ahhh, tudo com o apoio do cidadão de bem.

De acordo com o Tenente Sigari, o Disque Denúncia (181) da Polícia Militar é um grande ferramenta no combate ao crime organizado. Quando uma "chamado" anônimo cai no sistema, a Secretaria de Segurança Pública passa a ocorrência para o Batalhão de área e também para alguma das equipes de elite da PM.

"Nós recebemos essa denúncia anônima, era realmente um pedido de socorro da população. Era para enfrentar o PCC, a denúncia falava que estavam dominando a região da Favela Vaz de Lima, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Os idosos e crianças eram agredidos. Eles pediam o socorro da ROTA. A gente precisava passar tranquilidade para a esse pessoal e mostrar que a o 1º Batalhão de Choque está com eles", diz o Tenente.

A ROTA tem treinamentos e mais meios do que qualquer força Policial em São Paulo. Quando existe um chamado em uma área de risco, as forças de segurança sabem quem deve ser chamado. "Assim que vimos esse pedido da população, esse grito de socorro, a gente sabia que era uma ocorrência para nós", diz o Tenente.

Com isso, o Tenente Sigari junto com o setor de inteligência da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar montou um plano de ação. Ao todo, foram cinco viaturas e 20 Policiais para a região da denúncia. "Tínhamos um plano de ação e atacamos diversos pontos para cercar a favela", diz.

PMs de ROTA há minutos do início da operação
Major PM Luis Augusto Pacheco Ambar
PMs de ROTA há minutos do início da operação "São Paulo Tolerância Zero"


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De acordo com Sigari, a denúncia falava de uma viela em especial. "Logo que aparecemos com as viaturas, um monte de gente correu. Mas a população está cansada e os moradores acabam ajudando a gente através de sinais. Como a denúncia falava dessa viela em especial, nós fomos diretos para ela. Entramos com cuidado na casa indicada, ela estava com o portão aberto. Lá dentro demos de cara com um casal", conta o Tenente Sigari.

Dentro dessa casa, os PMs encontraram o "polegar". O suspeito era o responsável pela distribuição do tráfico de drogas na região. "Esse criminosos fazia a separação de drogas e espalhava os entorpecentes pela região, ele e a mulher que estava com ele eram chefes do crime. Foi uma operação rápida da ROTa, já que existe todo um sistema para que os criminosos escapem da Polícia", revela o Tenente.

Com os criminosos foram apreendidos quase dois quilos de drogas e R$ 300. Os dois foram encaminhados para o DP da área e vão responder por tráfico de drogas. "Os dois foram presos sem ter chances de reagir. A população precisa saber que a ROTA está presente e sempre que for chamada vai responder com força os chamados do cidadão do bem", finaliza o Tenente Sigari.

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Droga apreendida pela ROTA em São Paulo
Divulgação/ROTA
Droga apreendida pela ROTA em São Paulo


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