ROTA dá recado ao crime: em São Paulo não!

ROTA conduz um treinamento antiroubo no coração financeiro de São Paulo, com dezenas de Policiais, explosivos, refém, helicóptero, SAMU e CET


Foto: foto: André Jalonetsky
Policiais de ROTA durante treinamento antiroubo à bancos na Avenida Paulista


26 de agosto de 2015 - 02h30m 

Dez  terroristas, armados com fuzis de combate, explodem os caixas eletrônicos do CEAGESP. Ao ver uma viatura da PM que passava pelo local, não hesitam e abrem fogo. Pega de surpresa e sem condições de reagir nem de desembarcar, a Soldado PM Adriana da Silvia Andrade, de 29 anos, imediatamente engata e ré e acelera forte, mas já era tarde.

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Dezoito projéteis perfuram o carro e um deles acerta o lado esquerdo da sua cabeça, arrancando 3 centímetros de sua calota craniana. Adriana perde a consciência e com seu pé preso no acelerador, colide contra um muro. Ao voltar a si, ainda dentro da viatura, ela percebe que está ferida, mas não possui noção da gravidade.

A Policial teve perda de massa encefálica, perdeu a fala, a visão periférica e todos os movimentos do lado direito do seu corpo, não conseguia ler nem reconhecer números. Na época, o Governador Alckmin deu o exemplo aos políticos, fez a coisa certa e foi visitar a Soldado PM Adriana no Hospital das Clínicas.

20 de setembro de 2017 - 23h30m 

Dois anos mais tarde, com o trânsito da Avenida Paulista bloqueado, Adriana, caminha para o centro de uma das pistas e recebe uma homenagem do Comandante da ROTA e de dezenas dos seus Policias. As centenas de populares que estavam presentes aplaudem a Policial Militar.

Foto: foto: André Jalonetsky
Comandante da ROTA, Tenente Coronel Mello Araújo homenageando a Soldado PM Adriana da Silva Andrade

“Adriana, queremos prestar uma homenagem à você e seus serviços, você é uma heroína viva. Em alguns minutos vamos fazer um exercício desenhado para evitar o que aconteceu com você venha a ocorrer com outros Policiais, e para que a sociedade fique mais segura”, disse o Comandante da ROTA, Tenente Coronel Mello Araújo.

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Um pouco antes da meia noite, os PMs das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar deram inicio a um treinamento no coração financeiro de São Paulo, simulando um assalto à caixas eletrônicos, envolvendo um grande contingente de Policiais (alguns assumindo o papel de criminosos portando fuzis e explosivos), um helicóptero Águia da Polícia Militar, duas viaturas de resgate do SAMU e vários profissionais da CET.

Dez “criminosos” fortemente armados chegam em dois carros numa agência bancária; abrem fogo, tomam reféns e detonam explosivos. Usando táticas de conduta de aproximação e de resposta imediata e proporcional ao tipo de ameaça que os criminosos apresentam, quatro equipes de ROTA com dezesseis Policiais, executam um enérgico e rápido movimento de pinça para isolar os agressores e controlar a situação.

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Pairando acima, e dando apoio aos homens da ROTA, o helicóptero Águia da PM transforma a noite em dia usando um poderoso refletor de luz branca. Alguns Policiais, que fazem o papel de criminosos, decidem atirar (com munição de festim) e são imediatamente neutralizados. Os outros, totalmente cercados e sem opção, se rendem e libertam o refém. Com a situação controlada, as duas ambulâncias do SAMU entram em cena e resgatam os criminosos feridos.

Cenário de guerra urbana

A Polícia Militar paulista conduz inúmeros treinamentos semelhantes a este para impedir que a população de São Paulo viva os efeitos de uma guerra urbana. O objetivo é impedir que a sociedade fique à mercê de ataques feitos por bandos organizados usando armamentos de combate que derrubam aeronaves, granadas, lançadores de foguetes, explosivos militares, carros blindados e equipamentos de visão noturna. Parece exagero?

Veja o vídeo abaixo e pergunte o que a aterrorizada população do Rio de Janeiro pensa sobre isso. A ação dos terroristas urbanos no Rio é tão contundente, tão constante e tão fora de controle que o governo carioca precisa pedir ajuda federal para o Exercito ocupar a cidade com blindados de combate e centenas de soldados armados e treinados para lutar em guerras.

As iniciativas e estratégias que a PMSP tem desenvolvido apresentam resultados positivos, comprovado pela contínua redução de crimes violentos em São Paulo nos últimos 15 anos  (veja estatísticas aqui) . Comprovando essas estatísticas, no mesmo dia em que a ROTA conduziu este treinamento de roubo a banco na Avenida Paulista, aconteceu uma ocorrência quase que idêntica, mas tão real como a que quase custou a vida da Soldado PM Adriana.

Ao redor das 11h30m de ontem, seis terroristas armados com fuzis militares, atacaram a agência do Banco Santander em Mauá, roubaram dinheiro e armas dos vigias e fugiram. Para azar deles a viatura do Sargento PM Márcio Jose Anastácio e o Cabo PM Murilo Ishiki de Jesus foi acionada pelo COPOM e partiu em perseguição. Dois criminosos foram presos com dinheiro roubado, um fuzil e um revolver.

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Após meses de intensas terapias, a Policial PM Adriana conseguiu uma incrível recuperação, mas ainda apresenta algumas sequelas na mão e pé direitos, impossibilitando-a de dirigir e escrever.

“Não sei como explicar a minha recuperação. É a prova que Deus existe e que Ele deve ter algum plano para mim, já que aquele foi um tiro improvável de eu sobreviver. Tenho uma vontade enorme de voltar a patrulhar nas ruas, de combater o crime numa viatura da PM e proteger a sociedade, mas não posso mais fazer isso. Vou procurar continuar servindo à sociedade de alguma outra maneira, mas mesmo não podendo continuar meu trabalho na PM, sempre vou ser Policial.”

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