Polícia não tem provas de vínculo entre talibãs e carro-bomba em Nova York

Nova York, 2 mai (EFE).- O chefe da Polícia de Nova York, Raymond Kelly, disse hoje em entrevista coletiva que não há provas que apontem para uma ligação entre o carro-bomba colocado no sábado em Times Square com talibãs.

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Nova York, 2 mai (EFE).- O chefe da Polícia de Nova York, Raymond Kelly, disse hoje em entrevista coletiva que não há provas que apontem para uma ligação entre o carro-bomba colocado no sábado em Times Square com talibãs. Segundo Kelly, foi encontrada no interior do veículo uma caixa com oito bolsas de uma substância que ainda não foi identificada, mas que se assemelha a um fertilizante que pode ser facilmente comprado em lojas, assim como todo o material que estava no porta-malas do automóvel. O carro também continha três contêineres de propano, dois de gasolina, dois relógios com pilhas, cabos e fogos de artifício proibidos em diversos estados americanos. O veículo foi levado para análise por especialistas, que tentarão encontrar impressões digitais, fios de cabelo ou outro material orgânico de quem o ocupou, o que pode revelar novas informações. Quanto ao motorista do veículo, Kelly relatou que uma pessoa entrou em contato com a Polícia dizendo que acredita ter imagens do suspeito gravadas por acaso em um vídeo. Policiais foram até o estado da Pensilvânia, onde essa pessoa mora, para estudar a gravação. Nela aparece um homem branco na faixa dos 40 anos de idade que tira uma camisa escura, a coloca em uma bolsa e continua seu caminho de uma maneira "suspeita". "Pode ser perfeitamente inocente, mas vamos investigá-lo", explicou Kelly na entrevista coletiva, na qual também explicou que existem 82 câmeras de segurança entre as ruas 34 e 51 de Manhattan e entre as avenidas Sexta e Oitava, das que as gravações de pelo menos 30 já foram analisadas. Segundo Kelly, a Polícia de Nova York "também tenta identificar câmeras adicionais que possam ter capturado imagens do veículo e, o que é mais importante, das pessoas que estavam nele". O chefe do Departamento da Polícia de Nova York também disse que um dos alarmes dos dois relógios achados no veículo estava programado para 0h. O rastreamento das matrículas do veículo levou a um homem segundo o qual estas correspondem às de um automóvel deixado por ele em um ferro-velho no estado vizinho de Connecticut. O carro-bomba foi localizado por volta das 18h30 de sábado (19h30 de Brasília), estacionado em plena Times Square, após o alerta de um vendedor de camisetas, que disse ter visto fumaça sair do veículo, segundo as autoridades. O grupo Talibãs do Paquistão reivindicou hoje em um site islamita a colocação do carro-bomba como vingança pela recente morte de dois líderes da Al Qaeda no Iraque e de "mártires muçulmanos". "Os Talibãs do Paquistão (Tehrik-i-Taliban Pakistan) anunciam sua responsabilidade pelo ataque de Nova York como vingança pelos xeques al-Baghdadi, al-Muhajer (Abu Ayub Al-Masri) e os mártires muçulmanos", diz o grupo no site. A mensagem, cuja autenticidade não pôde ser comprovada, apareceu em uma site frequentada por muçulmanos do Iraque e faz referência a Abu Ayub Al-Masri e Abu Omar al-Baghdadi, mortos em abril durante uma operação antiterrorista conjunta dos Estados Unidos e do Exército iraquiano no país árabe. O texto contém um link para um vídeo no YouTube no qual se ouve uma voz que seria de Qari Hussein Mehsud, porta-voz dos talibãs do Paquistão. EFE mgl/bba

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