Nova York, 2 mai (EFE).- O Departamento de Polícia de Nova York investiga quem pode ter colocado, na madrugada de hoje, o que chamou de um "carro-bomba rudimentar" na Times Square, a parte mais movimentada da cidade.

Nova York, 2 mai (EFE).- O Departamento de Polícia de Nova York investiga quem pode ter colocado, na madrugada de hoje, o que chamou de um "carro-bomba rudimentar" na Times Square, a parte mais movimentada da cidade. "Não temos nem ideia de quem fez isso nem de por que", reconheceu hoje o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em entrevista coletiva convocada na própria Times Square às 2h30 da madrugada (3h30, Brasília). Bloomberg estava na noite de sábado na Casa Branca num tradicional evento com correspondentes internacionais. Já em Nova York, o prefeito disse que, com a colaboração cidadã e a atuação das autoridades, foi evitado o que poderia ter sido "um incidente muito mortífero". Segundo ele, se funcionasse, o carro-bomba teria tido "um aceitável impacto explosivo". Um grupo de trabalho do FBI (polícia federal americana) ajudou nas investigações da Polícia de Nova York para determinar quem colocou o material no interior de um Nissan Pathfinder escuro estacionado em plena praça por volta das 18h30 (19h30) de sábado. O alerta foi dado quando um vendedor ambulante de camisetas - ex-veterano do Vietnã, segundo Bloomberg - viu fumaça numa caixa localizada na parte traseira do veículo e avisou a um policial. O fato de o registro do carro, correspondente ao estado de Connecticut, não coincidir com o modelo fez com que a Polícia evacuasse e isolasse imediatamente a zona, centro nervoso de Manhattan, onde milhares de pessoas estavam passeando ou esperando para entrar em cinemas e teatros da popular Broadway. Mais de oito horas depois a praça permanecia fechada entre a Sétima e a Oitava avenidas e entre as ruas 43 e 46, o que impedia também que centenas de pessoas pudessem voltar a seus hotéis. "Tivemos muita sorte", disse em relação à rápida reação do vendedor o prefeito, que lembrou que este fim de semana é um dos primeiros do ano com boa temperatura, o que ajudou a que houvesse mais pessoas na Times Square que em semanas anteriores. O veículo, estacionado na rua 45 entre a Sétima e Oitava avenidas em frente a uma filial do Bank of America, não chegou a explodir. O porta-voz da Polícia de Nova York, Paul Browne, descreveu o veículo como "um carro-bomba rudimentar", no qual havia três contêineres de propapo, dois de gasolina, fogos de artifício de uso caseiro, dois relógios, cabos, o que aparentemente era uma caixa para guardar armas e outros materiais. Segundo as autoridades, os responsáveis por deixar ali o veículo, que poderia ser roubado, não eram profissionais bem preparados para elaborar e detonar explosivos. O prefeito da cidade qualificou o explosivo como amador, enquanto o chefe da Polícia, Raymond Kelly, se referiu a ele como "improvisado" e assegurou que a intenção era "provocar uma significativa bola de fogo". As imagens de uma câmera de segurança revelaram que o veículo estava há apenas alguns minutos estacionado quando foi descoberto. Pouco depois, especialistas e equipes de bombeiros foram ao local, além de um amplo aparato policial, e um robô inspecionou o interior do carro por uma das janelas. Nas horas seguintes, as autoridades buscavam um possível dispositivo explosivo secundário. O temor era de que tivesse sido colocado nas proximidades com a intenção de causar uma explosão quando as forças de segurança já estivessem no local. No entanto, não foi detectado indício algum a respeito, segundo explicou o prefeito, que encorajou os nova-iorquinos e turistas a continuar com a vida habitual e a sair às ruas neste domingo. Para hoje, está programada uma popular corrida de bicicletas por toda Manhattan que reunirá 30 mil pessoas. O porta-voz da Casa Branca, Nick Shapiro, transmitiu uma mensagem de Barack Obama. Nela, o presidente americano louva a rápida resposta da Polícia de Nova York e diz que pediu a seu principal assessor antiterrorista, John Brennan, que se colocasse à disposição das autoridades da cidade. EFE mgl/rr

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