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Uma tentativa de manifestação a favor da democracia, impedida pela polícia por não ter sido autorizada, deixou vários feridos, este sábado, em pleno centro de Argel. Segundo a polícia, foram 19 vítimas, número que sobe para 42 segundo a oposição, que organizou o movimento.

Said Sadi, presidente da Reunião pela Cultura e a Democracia Democracia (RCD) organizadora da manifestação, informou por telefone à AFP que "houve 42 feridos, dois deles gravemente, todos hospitalizados, e várias detenções", à frente da sede de seu partido, onde seus partidários se reuniram antes de uma marcha prevista até o Parlamento.

Segundo o Ministério do Interior, 19 pessoas ficaram feridas, 11 delas manifestantes e pedestres, e 2 policiais, dois dos quais se encontram em estado grave, destacou em comunicado publicado pela agência de notícias APS.

Alguns manifestantes, agitando bandeiras argelinas e também da vizinha Tunísia -- onde há uma semana a população depôs a ditadura que vigorava há 23 anos --  gritavam: "Estado assassino, Argélia livre, Argélia democrática".

Logo de manhã, cerca de 300 pessoas ficaram sob bloqueio por centenas de policiais armados de garrotes, escudos e bombas de gás lacrimogêneo, em frente à sede do RCD na histórica e central avenida Didush Murad.

Os manifestantes deviam se dirigir para a Praça da Concórdia, a um quilômetro dali, para iniciar a marcha por volta das 10 horas (8 horas de Brasília) em frente à Assembleia Nacional Popular (Câmara de Deputados). Os partidários da RCD se dispersaram calmamente por volta das 13h30 (11h30 de Brasília) após ter sido bloqueados durante seis horas por um cordão policial na sede do partido.

Pouco antes do fim da marcha, trinta jovens improvisaram uma contra-manifestação gritando palavras de ordem hostis a Said Sadi até que foram dispersos pela polícia.Desde a noite de sexta-feira, as autoridades vem se mobilizando para dividir em zonas a capital, desde que a RCD manteve sua mobilização, apesar da proibição decretada pela 'wilaya' (prefeitura) de Argel.

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