Polícia evacua edifícios de N.York após ameaça de carro bomba

Ação ocorreu após a polícia suspeitar que um veículo, estacionado na região, poderia conter explosivos

EFE |

Na noite desta quinta-feira, a Polícia de Nova York evacuou dois edifícios - um pertencente à companhia elétrica ConEdison e outro de apartamentos - após suspeitar que um veículo, estacionado na região, poderia conter explosivos.

A rede de televisão "CNN" informou que, pouco antes de 0h de quinta-feira, pelo horário local, a Polícia foi alertada sobre o automóvel. Após investigação, foi constatado que havia dois frascos de gás parte traseira do carro.

A Polícia de Nova York indicou que as autoridades levaram ao local um robô que explodiu as janelas do automóvel suspeito, segundo diversos veículos da imprensa. As autoridades, agora, averiguam o incidente, que ocorreu em uma zona do centro da cidade, perto da praça Union Square e da rua 14, muito frequentadas por nova-iorquinos e turistas.

As imagens da televisão mostravam vários veículos do departamento de Bombeiros e da Polícia nova-iorquina isolando a região. A cidade de Nova York vive desde o último dia 1º de maio em situação de alerta máximo, depois que a Polícia foi alertada sobre fumaça que saía de um automóvel estacionado na praça Times Square.

Dentro do carro foram encontrados bujões de propano, gasolina, material pirotécnico e fertilizantes. Dois dias depois foi detido Faisal Shahzad, um americano de origem paquistanesa de 30 anos que estava a bordo de um avião da companhia Emirates Airlines com destino a Dubai.

A Procuradoria Geral o acusou de atividade terrorista com a intenção de matar americanos, além de outros crimes, depois que admitiu que estava envolvido na colocação do veículo bomba, que foi dirigido por ele até a praça. Após investigações sobre o atentado fracassado, a Promotoria do Distrito Sul de Nova York confirmou na quinta-feira outras três detenções.

"Três indivíduos localizados durante os registros foram colocados à disposição da Justiça por supostas violações da legislação sobre imigração", confirmou um porta-voz da Promotoria, que disse não poder oferecer mais detalhes sobre as identidades dos detidos, já que a investigação continua.

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