Moscou, 6 mai (EFE).- Os piratas somalis detidos nesta quinta-feira após a libertação do petroleiro "Moscow University", sequestrado na véspera junto à costa do Iêmen com 23 tripulantes russos a bordo, serão levados a Moscou, onde serão julgados, informou a Justiça russa.

Moscou, 6 mai (EFE).- Os piratas somalis detidos nesta quinta-feira após a libertação do petroleiro "Moscow University", sequestrado na véspera junto à costa do Iêmen com 23 tripulantes russos a bordo, serão levados a Moscou, onde serão julgados, informou a Justiça russa. "A investigação está tomando as medidas pertinentes para transferir os piratas detidos a Moscou, para que sejam julgados sob a lei russa e as normas do direito internacional", destacou Vladimir Markin, porta-voz oficial da Procuradoria do país. Uma fonte do Ministério da Defesa da Rússia informou que entre os dez piratas detidos há feridos e que um dos sequestradores morreu durante a libertação. "Durante o assalto ao petroleiro por parte dos marines da fragata 'Marshal Shaposhnikov', os piratas dispararam com armas de fogo. No tiroteio morreu um deles. Entre os marinheiros russos não há vítimas", disse a fonte à agência "RIA Novosti". Após a libertação, a companhia proprietária do petroleiro, Novoship, pertencente ao consórcio estatal Sovkomflot, indicou que os piratas não conseguiram fazer nenhum dos marinheiros russos como refém. "Graças à atuação competente do capitão e da tripulação, os 23 marinheiros se fecharam em um quarto especial, inacessível para os piratas. Por isso, eles não conseguiram fazer nenhum membro da tripulação como refém", destacou um porta-voz da empresa. Os marinheiros do petroleiro não ficaram feridos durante o ataque, quando os piratas utilizaram armas automáticas, segundo informou na véspera a companhia proprietária. A Novoship, que tem 55 navios e uma capitalização de 3 bilhões de dólares, confirmou que o "Moscow University" transportava 86 mil toneladas de petróleo à China, em onde deveria atracar no próximo dia 17. O petroleiro foi sequestrado a cerca de 350 milhas do litoral de Socatra (Iêmen), segundo informou a força naval europeia "Atalanta". EFE egw/fm

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.