O poder de consumo das famílias da classe C, com renda entre R$ 1,1 mil e R$ 4,6 mil, é um fenômeno novo. Não faz nem 10 anos, era irrelevante. Hoje, os novos consumidores representam pouco mais da metade da população brasileira. São quase 92 milhões de compradores.

    O economista Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), especialista em baixa renda, batizou essa camada da população de Nova Classe Média, dada a importância que ela adquiriu. A classe C é a nova classe dominante do Brasil, diz Neri.

    AE

    Classe C "gerou" 92 milhões de consumidores

    Numa nova frente, também estão chegando ao mercado de consumo famílias bem mais pobres, das classes D e E. Ao todo são quase 100 milhões de brasileiros que ganham menos de R$ 1 mil por mês, mas que começam a sonhar com uma vida melhor.

    Mais dinheiro

    De acordo com os estudos da FGV, os mais pobres foram os grandes beneficiados por uma série de mudanças recentes na economia brasileira. A mais importante foi o fim da inflação e a estabilidade econômica a partir do Plano Real.

    Arte iG

    Nos últimos 15 anos, o salário subiu acima da inflação e os alimentos, abaixo dela, permitindo que parte da renda dos mais pobres, antes gasta apenas com comida, pudesse se investida na compra de bens até então inacessíveis. A estabilidade também permitiu a queda nas taxas de juros e a expansão do crédito ao consumidor, oferecido aos mais pobres principalmente pelas grandes redes de lojas.

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