Especial Fórmula 1: Os clãs das pistas

As histórias de 11 sobrenomes famosos que brilharam na categoria com gerações diferentes

Marcelo Monteiro, Francisco Luz e Felipe Paranhos |

Reg e Tim Parnell
O primeiro filho de um ex-piloto a repetir os passos paternos foi Tim Parnell, que esteve em quatro GPs entre os anos de 1959 e 1963. Reg, seu pai, marcou presença nas temporadas 1950, 1951, 1952 e 1954, mas fez apenas seis provas no total, com um pódio no campeonato de abertura da F1.

André e Teddy Pilette
Teddy Pilette correu o GP da Bélgica de 1974, pela Brabham. Três temporadas depois, tentou se classificar para três provas. Em vão. Seu pai, André, teve mais sucesso, ao participar de nove corridas entre 1951 e 1964.

Hans von Stuck e Hans-Joachim Stuck
Hans-Joachim Stuck é um dos únicos casos em que a segunda geração conseguiu mais sucesso do que a primeira. O alemão fez 74 GPs nos anos 1970, com dois terceiros lugares. O velho Hans fez uma prova em 1952 e duas no ano seguinte. Hans-Joachim, inclusive, tem dois filhos pilotos, mas só um deles sonha com a F1: Ferdinand-Alexander, de 18 anos, que terminou em 15º a última temporada da F-Masters.

Jo e Jean-Louis Schlesser
O primeiro integrante da família Schlesser a correr na F1 teve passagem curta e trágica. Aos 40 anos, Jo teve a oportunidade de pilotar um Honda no GP da França, em Rouen-Les-Essarts. Após duas voltas, escapou de lado e bateu num barranco. Cheio de combustível, o carro ¿ feito de magnésio ¿ incendiou-se instantaneamente, causando a morte do francês. Jean-Louis participou do GP da Itália de 1988, com a Williams.

Jack, Gary e David Brabham
Em 1959, 1960 e 1966, Jack Brabham deu à Austrália seus três primeiros títulos. Gary, seu filho mais velho, estreou no GP dos Estados Unidos em 1990, com a fraquíssima Life. Não passou da pré-qualificação. Depois de o mesmo acontecer em Interlagos, na etapa seguinte, sua jornada acabou. Mas a família não ficaria sem representante: David Brabham debutou na corrida posterior, em San Marino. O piloto, porém, deixou a categoria ao fim da temporada. Voltaria pela Simtek em 1994, em outra passagem de um ano apenas.

Mario e Michael Andretti
Mario Andretti conquistou o segundo título americano da categoria em 1978 e viu seu filho Michael correr pela McLaren 25 anos depois. O hoje dono de equipe na Indy, porém, foi um fracasso na F1, fazendo apenas sete pontos em 13 GPs como companheiro de Ayrton Senna. O estadunidense acabou substituído por Mika Hakkinen.

Graham e Damon Hill
Graham e Damon Hill formam o único duo de pai e filho campeões do mundo. Em 1962 e 1968, o dono do capacete em preto e branco reinou. Em 1996, quatro anos após estrear na F1, Damon alcançou, pela Williams, seu único título.

Gilles, Jacques Villeneuve Sr. e Jacques Villeneuve
Depois de muito sucesso na Indy, Jacques Villeneuve levou o troféu da F1 em 1997. Apesar de campeão, Jacques nunca causou nos fãs de automobilismo o encanto característico de Gilles, seu pai, morto em 1982, em trágico acidente em Zolder, na Bélgica. Jacques ainda teve um tio piloto (Jacques Villeneuve Sr), que não conseguiu se classificar para os três GPs que tentou participar.

Manfred e Markus Winkelhock
Markus Winkelhock, filho de Manfred e sobrinho de Joachim, que correram nos anos 1980, disputou apenas o GP da Europa de 2007, pela Spyker.

Keke e Nico Rosberg
Nico Rosberg, filho de Keke, campeão em 1982, correrá pela Mercedes em 2010.

Satoru e Kazuki Nakajima
Kazuki Nakajima é o primogênito do folclórico Satoru. Há três anos na F1, conseguiu um sexto lugar em 2008, sua melhor colocação na categoria. Em 2009, porém, não somou pontos.

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