Educação é a mãe de todos os gargalos

Para confirmar a trajetória de crescimento, a economia brasileira precisará superar algumas deficiências e gargalos nos próximos anos. ¿Do lado macroeconômico, estamos investindo pouco e o pouco que estamos fazendo é com financiamento externo¿, alerta Roberto Luiz Troster, ex-presidente da Febraban e sócio da Integral Trust.

Klinger Portella, iG São Paulo |

Troster diz que o consumo no Brasil cresce de forma considerável, enquanto o investimento tem taxas menores de expansão. A China investe 40% do PIB. O Brasil, só 17% e poupa apenas 15%, diz.

Agência Brasil

Ciclo para formação profissional é o mais longo, alertam especialistas

Além disso, o País ainda sofre com a baixa produtividade, segundo ele. Não tivemos as reformas necessárias para modernizar o Brasil, como a trabalhista, a Judiciária e a Tributária, por exemplo, diz. Troster também alerta para a falta de investimento em infraestrutura e o destino dos gastos do governo. O governo gasta muito e gasta mal.

Para crescer de forma sustentável a taxas próximas dos 5% ao ano, o Brasil precisará superar alguns gargalos, como infraestrutura, energia e, principalmente, educação. A mãe de todos os gargalos será a mão-de-obra qualificada, diz Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú-Unibanco. Os demais têm um ciclo de cinco, seis anos para serem resolvidos. Em educação, o ciclo para formar alguém capacitado é de 10, 15 anos.

Sócios do governo

Alexandre Schwartzman, economista-chefe do banco Santander, também aponta os riscos da alta nos gastos públicos e critica a carga tributária do País. De cada 100 unidades de crescimento, os nossos sócios ficaram com 57, diz.

Para André Loes, economista-chefe do HSBC, para superar o gargalo em infraestrutura, o governo deve conceder à iniciativa privada a exploração de áreas estratégicas. O governo foi letárgico em fazer leilão de concessão, diz. É preciso dar o arcabouço para que todo interesse em investimento em infraestrutura do setor privado seja viabilizado.

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