CCR propõe ajustes nos contratos de concessão para atender demanda crescente por rodovias

Basta olhar em volta. Do trânsito travado nas grandes metrópoles, às filas nos aeroportos, passando pela ameaça de apagão ou à falta de mão-de-obra, o País paga um preço alto por seu crescimento. Enquanto as empresas buscaram ganhar mercado e expandir seus negócios freneticamente nos últimos anos, os investimentos públicos não acompanharam o mesmo ritmo. O resultado se vê nas ruas. Um balanço sobre os investimentos esperados para 2010 mostra que as empresas estão dispostas a aplicar recursos para eliminar parte dos problemas da infraestrutura brasileira, como mostram os textos a seguir:

André Vieira, iG São Paulo |

AE
Rio-Niterói: acesso à Linha Vermelha
Quando a CCR ganhou sua primeira concessão rodoviária, a da Ponte Rio-Niterói, em 1995, o Brasil produzia 1,7 milhão de veículos. Em 2009, deverão ser fabricados 3,2 milhões de carros. Na prática, isso significou tráfego muito maior na via de 13 quilômetros sob a Baía da Guanabara.

Nesse novo cenário, a CCR acredita que poderá fazer ajustes nos contratos de concessão, tentando atender uma demanda maior do que a projetada quando assinou inúmeros deles, quase dez anos atrás.

"Era impossível prever o que estamos vivendo hoje", diz Arthur Piotto, diretor-financeiro e de relações com investidores da CCR. "É preciso buscar entendimentos com as autoridades para acomodar as novas necessidades."

Mão dupla

No caso da Ponte Rio Niterói, as conversas já começaram. O governo do Rio pretende permitir a construção de uma via de acesso da ponte até a Linha Vermelha, reduzindo o congestionamento na Avenida Brasil.

Segundo Piotto, todos ganham: "o governo, os usuários e a iniciativa privada", diz. "O que buscamos é perpetuação dos negócios." O contrato atual vale por 20 anos.

Para financiar seus novos investimentos, a CCR captou R$ 1,2 bilhão no mercado de capitais, abrindo espaço em sua estrutura de capital para investimentos de R$ 4 bilhões nos próximos anos.

A CCR, no entanto, é apenas uma das empresas que estão passando pelas dores do crescimento da economia brasileira.

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