Azul Linhas Aéreas fecha parcerias privadas para romper obstáculos de infraestrutura

Basta olhar em volta. Do trânsito travado nas grandes metrópoles, às filas nos aeroportos, passando pela ameaça de apagão ou à falta de mão-de-obra, o País paga um preço alto por seu crescimento. Enquanto as empresas buscaram ganhar mercado e expandir seus negócios freneticamente nos últimos anos, os investimentos públicos não acompanharam o mesmo ritmo. O resultado se vê nas ruas. Um balanço sobre os investimentos esperados para 2010 mostra que as empresas estão dispostas a aplicar recursos para eliminar parte dos problemas da infraestrutura brasileira, como mostram os textos a seguir.

André Vieira, iG São Paulo |


Para vencer contratempos, as empresas têm buscado parcerias. A Azul Linhas Aéreas, a novata do setor, fechou seu primeiro ano com mais de 2 milhões de passageiros transportados.

AE

Neeleman, da Azul: empresa resolveu até a falta de estacionamento dos clientes

Sua principal base no Estado de São Paulo, o aeroporto de Viracopos, aumentou significativamente seu volume de voos de 18 para mais de 100 partidas e chegadas diárias. "Era um aeroporto fantasma", diz Gianfranco Beting, diretor de marketing da Azul.

A companhia aérea monitora 80 "pontos de contato" com seus clientes e constatou que um dos problemas enfrentados era a alta demanda por vagas nos estacionamentos do aeroporto, administrados pela Infraero.

Em razão disso, fechou acordo com uma empresa que gerencia uma área próxima para acomodar mais vagas. "Tentamos buscar a excelência em determinadas coisas que não são de nossa responsabilidade", diz. Para 2010, a empresa vai adicionar mais sete rotas, além das 14 atuais.

Educação

Se as limitações em infra-estrutura dependerão de investimentos, a carência de mão de obra dependerá de mais tempo.

A Lanxess, uma empresa alemã de especialidades químicas e borracha sintética, passou quase seis meses procurando uma profissional adequada para compor seu quadro jurídico.

Como agiu a empresa? "A gente procura, procura, procura, procura e acha", diz Marcelo Lacerda, presidente da companhia no Brasil.

Para o executivo, a empresa, multinacional alemã, sofre menos, podendo convocar funcionários da matriz e de suas subsidiárias para a função. Mas nem sempre é possível.

Para o presidente da Lanxess no Brasil, o problema é contornável nos grandes centros urbanos, mas não em locais mais distantes, nos quais estão situadas instalações industriais. "A questão não é apenas a educação técnica, mas a do ponto de vista humano e ético", diz Lacerda.

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