Partidos começam a definir nomes à Prefeitura de Goiânia

PSDB-DEM e PMDB-PT discutem continuidade de alianças eleitorais para a escolha de candidatos

Rodrigo Viana, iG Goiânia |

Após o término das eleições estaduais, os partidos já se reúnem para definir nomes para as eleições municipais, principalmente para a prefeitura de Goiânia.

Mas além da importância de se conseguir o governo do maior colégio eleitoral de Goiás, o que está em jogo também são as alianças entre PSDB com DEM e PMDB com PT.

Isso porque, para buscar fortalecimento, os partidos procuram lançar nomes próprios, o que pode destruir a ligação que tiveram nas eleições de 2010.

PMDB e PT são os partidos mais receosos com as definições para 2012. Isso porque, até agora, o nome mais certo nas urnas eletrônicas é o de Paulo Garcia (PT), que herdou a prefeitura quando Iris Rezende (PMDB) decidiu sair candidato.

A reeleição do petista é dada como certa, mas esbarra nos planos do PMDB de se reerguer após as quatro derrotas estaduais consecutivas.

Para se mostrar um partido forte e renovado, o PMDB deverá lançar um candidato, o que destruiria a aliança formada em 2008 e dividiria o eleitorado.

O PSDB também precisa desta vitoria, já que o último tucano a governar a cidade foi Nion Albernaz, de 1997 a 2001.

Nas demais eleições, o tucanato não apresentou nome forte para a corrida e preferiu apoiar o pepista Sandes Júnior.

Além de ter sido derrotado por Iris nas duas últimas eleições (em 2004 não chegou nem ao segundo turno), Sandes perde o apoio depois do fim do casamento PSDB-PP.

Agora, os tucanos apostam em um nome que tenha peso político e possa ser trabalhado durante os próximos dois anos. Nesse aspecto, crescem as cotações de Demóstenes Torres (DEM).

Mas para isso, os tucanos terão que vencer dois obstáculos: aparar as arestas com os democratas e controlar a vontade dos correligionários de saírem candidatos.

Apesar da aliança entre os dois partidos nas eleições de 2010, DEM e PSDB não estão inteiramente de acordo.

O presidente regional da sigla, deputado federal Ronaldo Caiado, afirmou categoricamente que, apesar do vice-governador eleito ser do partido, não vai entrar no jogo de pedir cargos e espera que o primeiro passo venha de Marconi Perillo.

O PSDB ainda tem o nome do deputado estadual Fábio Sousa que, desde 2008, externa aos correligionários e à imprensa que será o candidato da vez e que lutará por isso.

Além da polarização, a disputa ainda ganha uma terceira força, a de Vanderlan Cardoso (PR), que foi prefeito de Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia, e conseguiu 500 mil votos nas eleições para governador.

A ideia é aproveitar o capital político do republicano para fortalecer uma chapa com o PP, já que a maioria dos votos de Vanderlan veio da capital das cidades do entorno.

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