Parada Gay de São Paulo troca bandeira arco-íris por preto e branco

São Paulo, 5 jun (EFE).- A Parada do Orgulho Gay de São Paulo, que espera reunir 3,5 milhões de pessoas amanhã na capital paulista, mudará nesta edição sua tradicional bandeira arco-íris, símbolo da diversidade, pelo preto e branco usados contra a homofobia, informaram hoje os organizadores.

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São Paulo, 5 jun (EFE).- A Parada do Orgulho Gay de São Paulo, que espera reunir 3,5 milhões de pessoas amanhã na capital paulista, mudará nesta edição sua tradicional bandeira arco-íris, símbolo da diversidade, pelo preto e branco usados contra a homofobia, informaram hoje os organizadores. Com o lema "Vote contra a homofobia", também inspirado no ano eleitoral, a Parada do Orgulho Gay volta a ter mais como principal tema o combate contra os delitos cometidos contra homossexuais. Os 18 carros de som serão decorados com as cores preto e branco, que predominarão em toda a decoração utilizada no percurso da caminhada que começa ao meio-dia na Avenida Paulista e termina na Praça da República. A organização disse que a fase de "buscar visibilidade", representada pela bandeira arco íris, "já passou" e que o movimento gay busca neste ano "atuar direto" frente aos Governos nacional e regionais por reivindicações. A Prefeitura de São Paulo dispôs de um orçamento de RS$ 1 milhão para a caminhada deste ano, quase o dobro de 2009, enquanto a economia da cidade espera um impacto de RS$ 200 milhões devido à parada. O cálculo foi realizado pela empresa de consultoria São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), que apontou também a presença de 400 mil visitantes na cidade, muitos deles estrangeiros. Durante o mês do Orgulho Gay foram programadas atividades prévias e posteriores a Parada, como a 10ª Feira Cultural LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), realizada na quinta-feira na praça Anhangabaú da Prefeitura, que inaugurou em maio a primeira central turística do país de orientação homossexual. Debates acadêmicos e a entrega de reconhecimentos a entidades e personalidades que defendem a liberdade de gênero completarão a programação de atividades do mês. EFE wgm/pb

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