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BNDES vai abrir o cofre para as holdings do setor elétrico

Projeto prevê série de benefícios para as empresas que preparam abertura de capita

Vai entrar em cartaz mais uma ajuda do BNDES ao setor elétrico. Por meio do banco, o governo federal vai estabelecer uma série de benefícios para as empresas de energia que promoveram ou estão promovendo reestruturação societária. Por reestruturação, entenda-se o trinômio verticalização das operações (distribuição, geração e transmissão), criação de uma holding e abertura de capital em Bolsa.

O estudo está nas mãos do Ministério de Minas e Energia, da Aneel e do BNDES e deve ser concluído em, no máximo, dois meses. A alavanca-mestra do projeto é a entrada da agência de fomento no capital das novas holdings.

O aporte de recursos se dará mediante o lançamento de ações destas companhias em Bolsa. A Eletrobrás também fará parte do mutirão. A estatal dará prioridade a estas holdings para a formação de consórcios visando à licitação de linhas de transmissão.

O projeto pode ser considerado uma etapa mais avançada na cadeia de ajuda do Governo Federal ao setor elétrico. Trata-se, portanto, de um passo adiante em relação ao programa de reestruturação das distribuidoras.

Aliás, com uma vantagem fundamental. Desta vez, o governo quer privilegiar empresas que arrumaram a casa, dividiram suas operações e, principalmente, comprometeram-se a investir no setor elétrico brasileiro a longo prazo, caso, por exemplo, de Energias do Brasil, CPFL e Neoenergia.

As próximas a entrar neste rol serão a AES Eletropaulo e a Endesa. No cronograma do governo, os primeiros acordos deverão ocorrer, no mais tardar, até o segundo trimestre de 2006, quando todas estas holdings deverão estar consolidadas. A vontade do Ministério de Minas e Energia é dar partida no projeto antes da licitação das hidrelétricas do Rio Madeira e Belo Monte, ambas na Amazônia.

O objetivo é que a associação com o BNDES aumente o poder de fogo das empresas e, conseqüentemente, o número de candidatos. Além de fomentar novos investimentos no setor, o governo espera que estas medidas tenham um outro efeito colateral.

O fortalecimento dos grandes grupos permitirá um redesenho darwiniano do mercado. Capitalizadas, as companhias mais fortes passariam a comprar distribuidoras e geradoras de menor porte, sobretudo de atuação meramente regional.

Relatório Reservado


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