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O
Último Segundo elaborou uma série de
respostas para as perguntas mais freqüentes sobre a crise
que atingiu os Estados Unidos após os atentados terroristas
de 11 de setembro. Confira:
Antraz:
Quem abre a carta e os carteiros que manipulam a correspondência
se contaminam. Por que quem envia e o funcionário da agência
que recebe a carta não se contaminam?
As cartas provavelmente foram colocadas em caixas de correio,
como ocorre nos EUA normalmente (não é hábito
americano ir ao correio para pôr cartas pois as caixas
são absolutamente confiáveis e seu conteúdo
recolhido várias vezes por dia).
É
provável que a pessoa que pega a carta na caixa se
contamine mas em meio a um grande número de cartas
isso não está acontecendo. Mas pode vir a acontecer
em algum momento.
Quem
manda a carta: 1) Mohammed Atta, um dos caras que estava no
avião que bateu no World Trade Center teria sido tratado
de "queimaduras" na mão alguns dias antes
do atentado; hoje se acha que poderia ser antraz na pele.
Isso revela que ele não soube manipular o antraz corretamente;
2) as pessoas que mandam, se o fizerem corretamente, não
precisam pegar. Mas para isso elas têm que manipular
as cartas com cuidados especiais, luvas, máscara etc.
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Por
que a varíola é uma arma biológica tão temida?
A varíola é temida por ser altamente contagiosa,
que pode ser transmitida de uma pessoa a outra por um simples
espirro. Diferentemente do antraz, o vírus não
pode ser espalhado através de uma carta. Seria necessário
que indivíduos contaminados ficassem andando pelas
ruas transmitindo a doença.
Apesar
de erradicada, a Rússia e os Estados Unidos ainda têm
o vírus da doença em laboratório. A amostra
norte-americana está sob poder do Centro de Controle
de Prevenção de Doenças. Durante o período
da Guerra Fria, a ex-União Soviética produziu
inúmeras amostras que foram distribuídas para
outros países. Atualmente, não se sabe quantos
países podem ter o vírus em laboratório.
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Como
surgiu a imunização da varíola?
Em 14 de maio de 1796, Edward Jenner descobriu uma forma
de imunizar contra a varíola, quando inoculou, em uma
criança de oito anos, um material retirado de uma vesícula
de uma paciente com varíola. Essa criança, após
algumas semanas, foi posta em contato com o vírus da
varíola e não adquiriu a doença. Jenner
é considerado o pai da imunologia.
Nessa
época, a varíola matava uma criança em
cada sete que contraíam a doença. Jenner observou
que em vacas a varíola também se manifestava,
porém de uma forma mais branda e atípica em
relação a humana. A forma animal da doença,
chamada de cowpox, se manifestava por pústulas no úbere,
cujas infecções eram passadas para as mãos
e braços das pessoas que trabalhavam na ordenha. Jenner
descobriu que essas pessoas não ficavam doentes, apesar
de estarem em contato com o vírus. Ele então
resolveu pegar o próprio pus da doença no gado
e colocar nas narinas das crianças, conseguindo assim
imunizá-las contra a forma humana da doença.
Essa metodologia de prevenção ficou conhecida
como 'vaccínia', que levou à palavra vacinação.
A
vacina antivariólica, como conhecemos atualmente, é
preparada a partir do vírus em suspensão, obtido
por vacinação de carneiros e bovinos. É
apresentada na forma liofilizada, acompanhada de ampola diluente,
em base glicerinada. A vacina deve ser conservada, antes da
diluição, à temperatura de +2 a +8°
C, sendo seu prazo de validade de 15 dias.
As
contra-indicações da vacina são para
as pessoas que portam eczema, dermatites de qualquer etiologia
ou estão em período de gestação.
A evolução da vacina é de 21 dias.
Em
1973, o Brasil recebeu a Certificação Internacional
da Erradicação da Varíola, cuja obrigatoriedade
da vacinação foi extinta em 30 de janeiro de
1980.
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Como
cuidar do paciente com varíola?
Caso você tenha um doente com varíola em
casa, você deve separar todos os objetos que ele tenha
tocado, principalmente talheres, copos, pratos, sanitários
e roupas de cama. Eles podem transmitir a doença a
qualquer pessoa que não tenha sido vacinada ou que
não seja imunizada. Os médicos recomendam que
o paciente seja isolado até a cura, já que no
período de recuperação a doença
ainda é contagiosa.
A
vacina proporciona imunidade temporária, obrigando
a repetição das dosagens a cada cinco ou sete
anos. A primeira dose deve ser aplicada entre três meses
a um ano de idade e repetida depois aos sete aos 11 anos.
As
pessoas que já contraíram a doença não
voltam a ter varíola.
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O
que é varíola?
Varíola
é uma doença altamente contagiosa provocada
por um vírus. Os primeiros sintomas da doença
são o mal-estar, febre, vômitos, cefaléia
e dores nas costas. Os pacientes também apresentam
lesões na face e nas extremidades que parecem com pequenas
bexigas na pele. Essas erupções podem se tornar
cicatrizes escavadas.
O
vírus fica encubado por 12 dias antes dos primeiros
sinais, seguida de febre alta e dores de cabeça e no
corpo muito forte. Após três a quatro dias, aparecem
manchas vermelhas e erupção macular ou petelequial
no rosto e no pulso, e depois, no peito e nos braços.
Essas manchas viram bolhas que se secam em dois dias transformando-se
em uma crosta escura. Uma das maiores dores é provocada
pela irritação e o inchaço no rosto,
quando as bolhas aparecem.
Broncopneumonia,
conjuntivite e outros danos mais sérios podem ocorrer
nos olhos e nos ouvidos devido à uma possível
infecção bacteriana decorrente.
A
porta de entrada do vírus no corpo humano é
pelo trato respiratório, multiplicando-se no tecido
linfático regional durante o período de encubação.
Já no quarto dia da doença, são identificados
os anticorpos no soro.
Existem
duas formas básicas da varíola: uma caracterizada
pela alta taxa de mortalidade, em torno de 15 a 20%, e uma
que não mata mais do que 1% dos pacientes.
Como
a varíola foi erradicada, a identificação
de um caso é de importância internacional e deve
ser notificada imediatamente.
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Mas
não há povos mais voltados para a guerra do que outros?
Sim,
o que se pode atribuir à necessidade ou propriamente
a elementos culturais (os estudiosos não vão
nunca chegar a um consenso sobre a causa mais importante).
O
exemplo mais forte é o de Esparta, cidade grega que
disputava com Atenas a hegemonia sobre a região, durante
o apogeu da hegemonia grega sobre o Mediterrâneo, na
Antiguidade. Os nascidos em Esparta tinham uma cultura mais
voltada para as artes marciais e para a guerra, o que gerou
o adjetivo espartano para designar austeridade, virilidade
ou economia de supérfluos, uma vida como a dos monges
ou dos militares.
Entre
as culturas tribais, para citar o exemplo dos povos indígenas
no Brasil, os antropólogos costumam associar os povos
do tronco Gê (Xavante, Caiapó, Xicrin, Panará
e outros) como mais voltados para a guerra, compõem
aldeias mais populosas e por isso militarmente mais fortes
e seus homens são mais fortes.
Já
os povos Tupis são mais voltados para uma cultura religiosa,
mítica, suas aldeias parecem chegar a um ponto de tensão
ou esgotamento quando atingem populações maiores
e então se separam (e por serem sempre pequenas são
mais frágeis diante de ataques inimigos).
Outra
razão que faz povos aparecerem envolvidos em diferentes
conflitos em lugares distantes entre si (como os mongóis,
os hunos e os turcos na Antiguidade) são as migrações
(forçadas por povos mais poderosos que conquistam seu
lugar, caso dos hunos de Átila, ou então por
cultura nômade, caso dos mongóis de Gengis Cã).
O
povo que migra, quando quer passar por ou se fixar em um lugar
habitado por outro povo entra em conflito com ele. Ganhando,
pode expulsá-lo e empurrá-lo para adiante. É
o caso dos hunos, originais da China, de onde foram expulsos
pelos mongóis e acabaram chegando a Roma, no início
da Idade Média.
Se
o invasor se frustra, ele mesmo vai por sua vez atritar outro
povo mais além: é o caso dos celtas, expulsos
de regiões do noroeste da Europa por povos germânicos
e fugiram para se instalar na Ásia Menor. São
os Gálatas que aparecem na Bíblia, em cartas
de São Paulo, e que falavam uma língua idêntica
ao galego, falado na Galícia, Espanha, também
uma língua celta. Esses povos em fuga vão provocando
guerras que por sua vez são consequências de
conflitos deixados para trás.
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Por
que os povos insistem em provocar tantas guerras nos mesmos
países, como o Afeganistão e a Palestina, por exemplo?
A
repetição de conflitos nos mesmos lugares não
pode ser atribuída aos seus habitantes mas a questões
geográficas. Prova disso é que em decorrência
dessas mesmas guerras, os habitantes mudam mas muitos lugares
continuam sendo foco de tensão.
Um
exemplo: Constantinopla da Antiguidade era uma cidade do Império
Romano, de população grega; foi conquistada
por turcos (já então chamada Bizâncio)
quando sua composição étnica já
tinha muito de eslavo (1453). Os turcos se tornaram predominantes
em sua população e os gregos absolutamente minoritários.
O nome da cidade mudou para Istambul e ela deixou de ser capital
da Turquia. Mas mesmo assim persistiu como foco de tensão
até o início do século 20.
A
razão de tanta disputa: sua localização
geográfica estratégica, exatamente no estreito
que controla a entrada do mar Negro.
No
livro "Uma História da Guerra", o estudioso
inglês John Keegan (considerado o principal historiador
militar no mundo, hoje) diz: "As batalhas não
só tendem a se repetir em locais próximos uns
dos outros - a "arena da Europa", no Norte da Bélgica,
é uma dessas áreas, o "quadrilátero"
entre Mântua, Verona, Peschiera e Legnano, no Norte
da Itáalia, é outra -, como se travaram com
frequência exatamente no mesmo lugar ao longo da história".
Keegan
cita então o caso da cidade de Edirne, no lado europeu
da Turquia (próximo portanto de Constantinopla): "O
exemplo mais impressionante é Adrianópolis,
atual Edirne, na Turquia européia, onde se registraram
quinze batalhas ou cercos, a primeira no ano 323 e a última
em julho de 1913". O autor explica as causas de tantas
tragédias no mesmo lugar: "Edirne não é
e nunca foi uma cidade grande; sua população
continua abaixo dos 100 mil. Sua curiosa distinção
de lugar mais frequentemente disputado do mundo foi-lhe conferida
não por sua riqueza ou tamanho, mas por sua posição
geográfica peculiar. Ela fica na confluência
de três rios, cujos vales proporcionam avenidas de movimento
entre as montanhas da Macedônia a oeste, Bulgária
a noroeste e a costa do mar Negro, ao norte e que então
fluem para o mar através da única planície
extensa da região mais a sudeste da Europa".
Os
fatores geográficos, como ocorre com a pequena Adrianópolis
ou Edirne podem ser estabelecidos mais facilmente do que os
humanos na determinação das razões para
ocorrências militares repetidas ao longo dos séculos
em um mesmo lugar. E esses fatores geográficos podem
ser divididos entre os locais que geram riqueza (pelo solo
bom para agricultura, por conter minérios, fontes de
água etc.) e os que são estratégicos
(rotas privilegiadas de acesso ou de defesa para lugares importantes
por qualquer razão).
No caso do Afeganistão, sua população
mudou muito desde a Antiguidade, quando Alexandre, o Grande,
da Macedônia o invadiu. Mas ele desde a Antiguidade
é um território estratégico como uma
ponte entre países distantes entre si, entre economias
mais ocidentais e outras a seu Oriente. Alexandre da Macedônia
(no sul da Europa) passou por ali em seu caminho para a Índia;
as caravanas da "rota da seda" cruzavam a região
ao unir a China e o Mediterrâneo; Marco Polo, da Itália,
quando ia para a China; os mongóis, quando iam da Mongólia
para o sul da Ásia; os russos quiseram conquistá-lo
para ter acesso ao Oceano Índico; e os ingleses para
manter o controle sobre todas as rotas que passavam dentro
ou perto de seu império na Índia.
Em
resumo, a maioria das guerras que se repetem nos mesmos lugares
se dão por questões que não são
humanas, mas geográficas.
No
caso específico deste conflito no Afeganistão,
que parece ter um componente mais cultural, pode-se dizer
que ele é o eco de um conflito que começou mais
cedo, em 1979, quando a Rússia invadiu o país
(e seu interesse estratégico era claro) e os EUA e
outras potências fomentaram o crescimento das milícias
nacionalistas e religiosas que dominam o país desde
a saída dos russos (o Taleban é a mais recente
entre as milícias a dominá-lo)
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Há
alguma semelhança entre as cartas enviadas com antraz nos
EUA?
O
FBI revelou ontem detalhes de duas das três cartas em que
foi confirmado o envio de antraz. Segundo a Polícia Federal
americana, as cartas enviadas ao senador Tom Daschle e ao
âncora da NBC, Tom Brokaw, possuíam a mesma letra, foram enviadas
do mesmo local (Trenton, em New Jersey), foram lacradas com
bastante fita adesiva e diziam que quem abrisse a carta deveria
buscar ajuda médica urgente..
As coincidências levaram o FBI a acreditar que, pelo menos
nestes dois casos, se trata de pessoas que pegaram carona
na guerra entre o país e o saudita Osama bin Laden. A carta
enviada a editora American Media, em Boca Raton, ainda não
foi divulgada pelos agentes. O mesmo ocorre com conteúdo de
outras duas cartas, uma enviada ao presidente da Microsoft,
Bill Gates, e outra localizada no correio em Washington
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O
que é o Antraz?
O Antraz ou carbúnculo hemático, uma doença que normalmente atinge animais de fazenda, recebeu o nome de anthracis, palavra grega que significa carvão, pois a infecção pode causar cicatrizes negras na pele. Essa infecção cutânea não é especialmente perigosa, mas a bactéria pode formar esporos capazes de sobreviver quando são triturados, desidratados, enterrados ou borrifados e tornam-se ativos em um ambiente quente e úmido como o interior do nariz.
Os esporos podem crescer durante meses antes de causar sintomas. Quando a doença se manifesta - normalmente na forma semelhante à gripe ou meningite, como no caso de Robert Stevens, de 63 anos, que morreu nos EUA- é muito tarde.
Sem um tratamento antibiótico rápido, mais de 80% das pessoas que ficam doentes após inalar esporos de Antraz morrem. Os esporos podem ser pulverizados por algo como um avião usado em plantações, um extintor de incêndio modificado ou um aerossol caseiro. Os especialistas afirmam que, embora os esporos de Antraz não estejam disponíveis em prateleiras de lojas, eles não são difíceis de serem obtidos.
De acordo com a Associação Médica Americana (AMA), acredita-se que pelo menos 17 países possuem programas de armas biológicas, incluindo o Iraque, que admitiu produzir o Antraz. Os Estados Unidos encerraram as atividades de seu programa de armas com Antraz há décadas.
Um ataque com Antraz seria difícil de ser detectado até que as pessoas começassem a ficar doentes. A AMA informou que um ataque com um aerossol de Antraz não iria produzir odor e seria invisível após sua liberação e poderia viajar muitos quilômetros antes de se disseminar. As pessoas que estivessem dentro de ambientes teriam as mesmas chances de serem infectadas.
Em um acidente em 1979 em um laboratório militar em Sverdlosk, na antiga União Soviética, pelo menos 79 pessoas ficaram doentes e 68 delas morreram. Os casos ocorreram entre dois e 43 dias após a exposição ao antraz, disse a AMA.
O antraz não é contagioso - não pode se disseminar de pessoa para pessoa. Mas os esporos são tão pequenos que é impossível saber se alguém os inalou. O Departamento de Avaliação de Tecnologia do Congresso estima que cerca de 130 mil a 3 milhões de pessoas morreriam se fossem liberados 100 quilos de esporos de Antraz em Washington.
Fonte: Reuters
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Como o homem se contamina com o antraz?
O antraz, genericamente chamado de carbúnculo hemático,
foi responsável durante séculos por graves epidemias
entre animais de pasto, como bois e cabras. Os animais se contaminavam
ao comer plantas infectadas com os esporos da bactéria. O homem
pode se infectar de três formas:
- Ao comer produtos derivados de animais infectados;
- Por inalação dos esporos; ou
- Contaminação pela pele (cutânea).
A forma mais freqüente é de contaminação pela
pele e mantêm-se apenas nos braços e antebraços,
formando focos de pus. A forma digestiva, rara, é
contraída com o consumo de carne contaminada e mal cozida. O
antraz pulmonar é contraído por inalação
dos esporos, que são levados aos vasos linfáticos. Os
esporos voltam à forma de bactérias e se multiplicam
rapidamente, manifestando a doença. Circulando na corrente
sanguínea, provocam edemas, hemorragias e necrose de
órgãos. Pode matar em 72 horas se não for tratado.
Esse tipo de contaminação não era registrada nos
Estados Unidos desde 1978.
Fonte: jornal Libération
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Quais são os sintomas do antraz pulmonar?
Os primeiros sintomas do antraz são muito parecidos com os de
uma gripe e a doença é dificilmente diagnosticada
justamente por isso. Febre, tosse, dor de cabeça, mal estar.
Esses sintomas podem durar de horas a dias. A segunda fase se manifesta
de maneira abrupta: aumento da febre, dificuldade para respirar e
parada cardíaca.
Fonte: jornal Libération
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Qual é o tratamento para o antraz?
Como a doença por inalação evolui rapidamente, o diagnóstico deve ser
feito o mais rápido possível. Poucas horas podem reduzir bastante as
chances de sobrevivência. O tratamento é feito com antibióticos a base
de ciprofloxacina. Em alguns casos penicilina também pode funcionar.
Fonte: jornal Libération
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Como a bactéria se transforma em arma?
O terrorista pode, por exemplo, ter acesso à bactéria por meio de
cadáveres de animais contaminados ou do solo, ou ainda de laboratórios
que desenvolvem pesquisas. A seguir, seleciona-se os tipos mais mortais
- pode-se até modificar a bactéria geneticamente - e depois é preciso
cultivá-la para obter grande quantidade. Tudo isso requer alto nível
científico.
As bactérias podem ser espalhadas no ar com a ajuda de aviões usados na
agricultura para pulverizar agrotóxicos; em envelopes, como tem sido
feito nos Estados Unidos, provocando a contaminação cutânea; ou ainda
pulverizada no sistema de ventilação de um prédio ou residência.
Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, a liberação no ar de 50
quilos de antraz em uma cidade de cinco milhões de habitantes pode
contaminar 250 mil pessoas e matar 100 mil.
Fonte: jornal Libération
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