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 Crise nos EUA: Último Segundo esclarece suas dúvidas

O Último Segundo elaborou uma série de respostas para as perguntas mais freqüentes sobre a crise que atingiu os Estados Unidos após os atentados terroristas de 11 de setembro. Confira:

1) Entenda os fatos étnica e historicamente

2) Entenda os conflitos religiosos

3) Entenda a guerra

4) Entenda o Afeganistão

5) Outras questões

-Antraz: Quem abre a carta e os carteiros que manipulam a correspondência se contaminam. Por que quem envia e o funcionário da agência que recebe a carta não se contaminam?

- Por que a varíola é uma arma biológica tão temida?

- Como surgiu a imunização da varíola?

- Como cuidar do paciente com varíola?

- O que é varíola?

- Mas não há povos mais voltados para a guerra do que outros?

- Por que os povos insistem em provocar tantas guerras nos mesmos países, como o Afeganistão e a Palestina, por exemplo?

- Há alguma semelhança entre as cartas enviadas com antraz nos EUA?

- O que é o Antraz?

- Como o homem se contamina com o antraz?

- Quais são os sintomas do antraz pulmonar?

- Qual é o tratamento para o antraz?

- Como a bactéria se transforma em arma?

Antraz: Quem abre a carta e os carteiros que manipulam a correspondência se contaminam. Por que quem envia e o funcionário da agência que recebe a carta não se contaminam?
As cartas provavelmente foram colocadas em caixas de correio, como ocorre nos EUA normalmente (não é hábito americano ir ao correio para pôr cartas pois as caixas são absolutamente confiáveis e seu conteúdo recolhido várias vezes por dia).

É provável que a pessoa que pega a carta na caixa se contamine mas em meio a um grande número de cartas isso não está acontecendo. Mas pode vir a acontecer em algum momento.

Quem manda a carta: 1) Mohammed Atta, um dos caras que estava no avião que bateu no World Trade Center teria sido tratado de "queimaduras" na mão alguns dias antes do atentado; hoje se acha que poderia ser antraz na pele. Isso revela que ele não soube manipular o antraz corretamente; 2) as pessoas que mandam, se o fizerem corretamente, não precisam pegar. Mas para isso elas têm que manipular as cartas com cuidados especiais, luvas, máscara etc.

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Por que a varíola é uma arma biológica tão temida?
A varíola é temida por ser altamente contagiosa, que pode ser transmitida de uma pessoa a outra por um simples espirro. Diferentemente do antraz, o vírus não pode ser espalhado através de uma carta. Seria necessário que indivíduos contaminados ficassem andando pelas ruas transmitindo a doença.

Apesar de erradicada, a Rússia e os Estados Unidos ainda têm o vírus da doença em laboratório. A amostra norte-americana está sob poder do Centro de Controle de Prevenção de Doenças. Durante o período da Guerra Fria, a ex-União Soviética produziu inúmeras amostras que foram distribuídas para outros países. Atualmente, não se sabe quantos países podem ter o vírus em laboratório.

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Como surgiu a imunização da varíola?
Em 14 de maio de 1796, Edward Jenner descobriu uma forma de imunizar contra a varíola, quando inoculou, em uma criança de oito anos, um material retirado de uma vesícula de uma paciente com varíola. Essa criança, após algumas semanas, foi posta em contato com o vírus da varíola e não adquiriu a doença. Jenner é considerado o pai da imunologia.

Nessa época, a varíola matava uma criança em cada sete que contraíam a doença. Jenner observou que em vacas a varíola também se manifestava, porém de uma forma mais branda e atípica em relação a humana. A forma animal da doença, chamada de cowpox, se manifestava por pústulas no úbere, cujas infecções eram passadas para as mãos e braços das pessoas que trabalhavam na ordenha. Jenner descobriu que essas pessoas não ficavam doentes, apesar de estarem em contato com o vírus. Ele então resolveu pegar o próprio pus da doença no gado e colocar nas narinas das crianças, conseguindo assim imunizá-las contra a forma humana da doença. Essa metodologia de prevenção ficou conhecida como 'vaccínia', que levou à palavra vacinação.

A vacina antivariólica, como conhecemos atualmente, é preparada a partir do vírus em suspensão, obtido por vacinação de carneiros e bovinos. É apresentada na forma liofilizada, acompanhada de ampola diluente, em base glicerinada. A vacina deve ser conservada, antes da diluição, à temperatura de +2 a +8° C, sendo seu prazo de validade de 15 dias.

As contra-indicações da vacina são para as pessoas que portam eczema, dermatites de qualquer etiologia ou estão em período de gestação. A evolução da vacina é de 21 dias.

Em 1973, o Brasil recebeu a Certificação Internacional da Erradicação da Varíola, cuja obrigatoriedade da vacinação foi extinta em 30 de janeiro de 1980.

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Como cuidar do paciente com varíola?
Caso você tenha um doente com varíola em casa, você deve separar todos os objetos que ele tenha tocado, principalmente talheres, copos, pratos, sanitários e roupas de cama. Eles podem transmitir a doença a qualquer pessoa que não tenha sido vacinada ou que não seja imunizada. Os médicos recomendam que o paciente seja isolado até a cura, já que no período de recuperação a doença ainda é contagiosa.

A vacina proporciona imunidade temporária, obrigando a repetição das dosagens a cada cinco ou sete anos. A primeira dose deve ser aplicada entre três meses a um ano de idade e repetida depois aos sete aos 11 anos.

As pessoas que já contraíram a doença não voltam a ter varíola.

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O que é varíola?
Varíola é uma doença altamente contagiosa provocada por um vírus. Os primeiros sintomas da doença são o mal-estar, febre, vômitos, cefaléia e dores nas costas. Os pacientes também apresentam lesões na face e nas extremidades que parecem com pequenas bexigas na pele. Essas erupções podem se tornar cicatrizes escavadas.

O vírus fica encubado por 12 dias antes dos primeiros sinais, seguida de febre alta e dores de cabeça e no corpo muito forte. Após três a quatro dias, aparecem manchas vermelhas e erupção macular ou petelequial no rosto e no pulso, e depois, no peito e nos braços. Essas manchas viram bolhas que se secam em dois dias transformando-se em uma crosta escura. Uma das maiores dores é provocada pela irritação e o inchaço no rosto, quando as bolhas aparecem.

Broncopneumonia, conjuntivite e outros danos mais sérios podem ocorrer nos olhos e nos ouvidos devido à uma possível infecção bacteriana decorrente.

A porta de entrada do vírus no corpo humano é pelo trato respiratório, multiplicando-se no tecido linfático regional durante o período de encubação. Já no quarto dia da doença, são identificados os anticorpos no soro.

Existem duas formas básicas da varíola: uma caracterizada pela alta taxa de mortalidade, em torno de 15 a 20%, e uma que não mata mais do que 1% dos pacientes.

Como a varíola foi erradicada, a identificação de um caso é de importância internacional e deve ser notificada imediatamente.

 

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Mas não há povos mais voltados para a guerra do que outros?

Sim, o que se pode atribuir à necessidade ou propriamente a elementos culturais (os estudiosos não vão nunca chegar a um consenso sobre a causa mais importante).

O exemplo mais forte é o de Esparta, cidade grega que disputava com Atenas a hegemonia sobre a região, durante o apogeu da hegemonia grega sobre o Mediterrâneo, na Antiguidade. Os nascidos em Esparta tinham uma cultura mais voltada para as artes marciais e para a guerra, o que gerou o adjetivo espartano para designar austeridade, virilidade ou economia de supérfluos, uma vida como a dos monges ou dos militares.

Entre as culturas tribais, para citar o exemplo dos povos indígenas no Brasil, os antropólogos costumam associar os povos do tronco Gê (Xavante, Caiapó, Xicrin, Panará e outros) como mais voltados para a guerra, compõem aldeias mais populosas e por isso militarmente mais fortes e seus homens são mais fortes.

Já os povos Tupis são mais voltados para uma cultura religiosa, mítica, suas aldeias parecem chegar a um ponto de tensão ou esgotamento quando atingem populações maiores e então se separam (e por serem sempre pequenas são mais frágeis diante de ataques inimigos).

Outra razão que faz povos aparecerem envolvidos em diferentes conflitos em lugares distantes entre si (como os mongóis, os hunos e os turcos na Antiguidade) são as migrações (forçadas por povos mais poderosos que conquistam seu lugar, caso dos hunos de Átila, ou então por cultura nômade, caso dos mongóis de Gengis Cã).

O povo que migra, quando quer passar por ou se fixar em um lugar habitado por outro povo entra em conflito com ele. Ganhando, pode expulsá-lo e empurrá-lo para adiante. É o caso dos hunos, originais da China, de onde foram expulsos pelos mongóis e acabaram chegando a Roma, no início da Idade Média.

Se o invasor se frustra, ele mesmo vai por sua vez atritar outro povo mais além: é o caso dos celtas, expulsos de regiões do noroeste da Europa por povos germânicos e fugiram para se instalar na Ásia Menor. São os Gálatas que aparecem na Bíblia, em cartas de São Paulo, e que falavam uma língua idêntica ao galego, falado na Galícia, Espanha, também uma língua celta. Esses povos em fuga vão provocando guerras que por sua vez são consequências de conflitos deixados para trás.

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Por que os povos insistem em provocar tantas guerras nos mesmos países, como o Afeganistão e a Palestina, por exemplo?

A repetição de conflitos nos mesmos lugares não pode ser atribuída aos seus habitantes mas a questões geográficas. Prova disso é que em decorrência dessas mesmas guerras, os habitantes mudam mas muitos lugares continuam sendo foco de tensão.

Um exemplo: Constantinopla da Antiguidade era uma cidade do Império Romano, de população grega; foi conquistada por turcos (já então chamada Bizâncio) quando sua composição étnica já tinha muito de eslavo (1453). Os turcos se tornaram predominantes em sua população e os gregos absolutamente minoritários. O nome da cidade mudou para Istambul e ela deixou de ser capital da Turquia. Mas mesmo assim persistiu como foco de tensão até o início do século 20.

A razão de tanta disputa: sua localização geográfica estratégica, exatamente no estreito que controla a entrada do mar Negro.

No livro "Uma História da Guerra", o estudioso inglês John Keegan (considerado o principal historiador militar no mundo, hoje) diz: "As batalhas não só tendem a se repetir em locais próximos uns dos outros - a "arena da Europa", no Norte da Bélgica, é uma dessas áreas, o "quadrilátero" entre Mântua, Verona, Peschiera e Legnano, no Norte da Itáalia, é outra -, como se travaram com frequência exatamente no mesmo lugar ao longo da história".

Keegan cita então o caso da cidade de Edirne, no lado europeu da Turquia (próximo portanto de Constantinopla): "O exemplo mais impressionante é Adrianópolis, atual Edirne, na Turquia européia, onde se registraram quinze batalhas ou cercos, a primeira no ano 323 e a última em julho de 1913". O autor explica as causas de tantas tragédias no mesmo lugar: "Edirne não é e nunca foi uma cidade grande; sua população continua abaixo dos 100 mil. Sua curiosa distinção de lugar mais frequentemente disputado do mundo foi-lhe conferida não por sua riqueza ou tamanho, mas por sua posição geográfica peculiar. Ela fica na confluência de três rios, cujos vales proporcionam avenidas de movimento entre as montanhas da Macedônia a oeste, Bulgária a noroeste e a costa do mar Negro, ao norte e que então fluem para o mar através da única planície extensa da região mais a sudeste da Europa".

Os fatores geográficos, como ocorre com a pequena Adrianópolis ou Edirne podem ser estabelecidos mais facilmente do que os humanos na determinação das razões para ocorrências militares repetidas ao longo dos séculos em um mesmo lugar. E esses fatores geográficos podem ser divididos entre os locais que geram riqueza (pelo solo bom para agricultura, por conter minérios, fontes de água etc.) e os que são estratégicos (rotas privilegiadas de acesso ou de defesa para lugares importantes por qualquer razão).

No caso do Afeganistão, sua população mudou muito desde a Antiguidade, quando Alexandre, o Grande, da Macedônia o invadiu. Mas ele desde a Antiguidade é um território estratégico como uma ponte entre países distantes entre si, entre economias mais ocidentais e outras a seu Oriente. Alexandre da Macedônia (no sul da Europa) passou por ali em seu caminho para a Índia; as caravanas da "rota da seda" cruzavam a região ao unir a China e o Mediterrâneo; Marco Polo, da Itália, quando ia para a China; os mongóis, quando iam da Mongólia para o sul da Ásia; os russos quiseram conquistá-lo para ter acesso ao Oceano Índico; e os ingleses para manter o controle sobre todas as rotas que passavam dentro ou perto de seu império na Índia.

Em resumo, a maioria das guerras que se repetem nos mesmos lugares se dão por questões que não são humanas, mas geográficas.

No caso específico deste conflito no Afeganistão, que parece ter um componente mais cultural, pode-se dizer que ele é o eco de um conflito que começou mais cedo, em 1979, quando a Rússia invadiu o país (e seu interesse estratégico era claro) e os EUA e outras potências fomentaram o crescimento das milícias nacionalistas e religiosas que dominam o país desde a saída dos russos (o Taleban é a mais recente entre as milícias a dominá-lo)



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Há alguma semelhança entre as cartas enviadas com antraz nos EUA?

O FBI revelou ontem detalhes de duas das três cartas em que foi confirmado o envio de antraz. Segundo a Polícia Federal americana, as cartas enviadas ao senador Tom Daschle e ao âncora da NBC, Tom Brokaw, possuíam a mesma letra, foram enviadas do mesmo local (Trenton, em New Jersey), foram lacradas com bastante fita adesiva e diziam que quem abrisse a carta deveria buscar ajuda médica urgente..

As coincidências levaram o FBI a acreditar que, pelo menos nestes dois casos, se trata de pessoas que pegaram carona na guerra entre o país e o saudita Osama bin Laden. A carta enviada a editora American Media, em Boca Raton, ainda não foi divulgada pelos agentes. O mesmo ocorre com conteúdo de outras duas cartas, uma enviada ao presidente da Microsoft, Bill Gates, e outra localizada no correio em Washington

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O que é o Antraz?

O Antraz ou carbúnculo hemático, uma doença que normalmente atinge animais de fazenda, recebeu o nome de anthracis, palavra grega que significa carvão, pois a infecção pode causar cicatrizes negras na pele. Essa infecção cutânea não é especialmente perigosa, mas a bactéria pode formar esporos capazes de sobreviver quando são triturados, desidratados, enterrados ou borrifados e tornam-se ativos em um ambiente quente e úmido como o interior do nariz.

Os esporos podem crescer durante meses antes de causar sintomas. Quando a doença se manifesta - normalmente na forma semelhante à gripe ou meningite, como no caso de Robert Stevens, de 63 anos, que morreu nos EUA- é muito tarde.

Sem um tratamento antibiótico rápido, mais de 80% das pessoas que ficam doentes após inalar esporos de Antraz morrem. Os esporos podem ser pulverizados por algo como um avião usado em plantações, um extintor de incêndio modificado ou um aerossol caseiro. Os especialistas afirmam que, embora os esporos de Antraz não estejam disponíveis em prateleiras de lojas, eles não são difíceis de serem obtidos.

De acordo com a Associação Médica Americana (AMA), acredita-se que pelo menos 17 países possuem programas de armas biológicas, incluindo o Iraque, que admitiu produzir o Antraz. Os Estados Unidos encerraram as atividades de seu programa de armas com Antraz há décadas.

Um ataque com Antraz seria difícil de ser detectado até que as pessoas começassem a ficar doentes. A AMA informou que um ataque com um aerossol de Antraz não iria produzir odor e seria invisível após sua liberação e poderia viajar muitos quilômetros antes de se disseminar. As pessoas que estivessem dentro de ambientes teriam as mesmas chances de serem infectadas.

Em um acidente em 1979 em um laboratório militar em Sverdlosk, na antiga União Soviética, pelo menos 79 pessoas ficaram doentes e 68 delas morreram. Os casos ocorreram entre dois e 43 dias após a exposição ao antraz, disse a AMA.

O antraz não é contagioso - não pode se disseminar de pessoa para pessoa. Mas os esporos são tão pequenos que é impossível saber se alguém os inalou. O Departamento de Avaliação de Tecnologia do Congresso estima que cerca de 130 mil a 3 milhões de pessoas morreriam se fossem liberados 100 quilos de esporos de Antraz em Washington.

Fonte: Reuters

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Como o homem se contamina com o antraz?

O antraz, genericamente chamado de carbúnculo hemático, foi responsável durante séculos por graves epidemias entre animais de pasto, como bois e cabras. Os animais se contaminavam ao comer plantas infectadas com os esporos da bactéria. O homem pode se infectar de três formas:

- Ao comer produtos derivados de animais infectados;
- Por inalação dos esporos; ou
- Contaminação pela pele (cutânea).

A forma mais freqüente é de contaminação pela pele e mantêm-se apenas nos braços e antebraços, formando focos de pus. A forma digestiva, rara, é contraída com o consumo de carne contaminada e mal cozida. O antraz pulmonar é contraído por inalação dos esporos, que são levados aos vasos linfáticos. Os esporos voltam à forma de bactérias e se multiplicam rapidamente, manifestando a doença. Circulando na corrente sanguínea, provocam edemas, hemorragias e necrose de órgãos. Pode matar em 72 horas se não for tratado. Esse tipo de contaminação não era registrada nos Estados Unidos desde 1978.

Fonte: jornal Libération

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Quais são os sintomas do antraz pulmonar?

Os primeiros sintomas do antraz são muito parecidos com os de uma gripe e a doença é dificilmente diagnosticada justamente por isso. Febre, tosse, dor de cabeça, mal estar. Esses sintomas podem durar de horas a dias. A segunda fase se manifesta de maneira abrupta: aumento da febre, dificuldade para respirar e parada cardíaca.

Fonte: jornal Libération

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Qual é o tratamento para o antraz?

Como a doença por inalação evolui rapidamente, o diagnóstico deve ser feito o mais rápido possível. Poucas horas podem reduzir bastante as chances de sobrevivência. O tratamento é feito com antibióticos a base de ciprofloxacina. Em alguns casos penicilina também pode funcionar.

Fonte: jornal Libération

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Como a bactéria se transforma em arma?

O terrorista pode, por exemplo, ter acesso à bactéria por meio de cadáveres de animais contaminados ou do solo, ou ainda de laboratórios que desenvolvem pesquisas. A seguir, seleciona-se os tipos mais mortais - pode-se até modificar a bactéria geneticamente - e depois é preciso cultivá-la para obter grande quantidade. Tudo isso requer alto nível científico.

As bactérias podem ser espalhadas no ar com a ajuda de aviões usados na agricultura para pulverizar agrotóxicos; em envelopes, como tem sido feito nos Estados Unidos, provocando a contaminação cutânea; ou ainda pulverizada no sistema de ventilação de um prédio ou residência. Segundo estudos da Organização Mundial de Saúde, a liberação no ar de 50 quilos de antraz em uma cidade de cinco milhões de habitantes pode contaminar 250 mil pessoas e matar 100 mil.

Fonte: jornal Libération

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