A expectativa de grids minguados no Mundial de 2009 pode ter uma solução além da compra dos espólios da Honda. Nesta segunda-feira (26), Bernie Ecclestone declarou que pode pedir às equipes mais bem-estruturadas do campeonato a colocarem um terceiro carro para competir — corroborando
uma notícia dada pela revista "Motorsport Aktuell" em dezembro.
A fábrica japonesa anunciou no início de dezembro passado a saída da F-1. Desde então Nick Fry e Ross Brawn, que ocupavam cargos diretivos na equipe, buscam compradores para o que restou da escuderia, que tem sede na cidade inglesa de Brackley. Além de um novo proprietário, os dois dirigentes também procuram um fornecedor de motores, já que a montadora nipônica assegurou que não vai disponibilizar propulsores ao novo time.
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Entretanto, ao contrário do que disse a publicação suíça, Ecclestone negou que a F-1 seja obrigada a ter grids com, no mínimo, 20 carros. O dirigente afirmou que se alguma montadora é capaz de fornecer motores para terceiros, pode muito bem administrar um bólido extra. "E, basicamente, é isso que vai acontecer."
"É melhor ter 20 carros no grid do que não, independente se eles serão de equipes oficiais ou times privados", explicou o inglês à agência de notícias alemã "DPA". Segundo Bernie, a solução pode ser posta em prática "imediatamente".
Além de falar em um grid maior em 2009, o homem forte da principal categoria do automobilismo havia jogado duro com as equipes a fim de evitar a repetição do que aconteceu com a Honda no futuro. Em troca de
comprometimento com a F-1, o britânico prometeu liberdade no orçamento dos times.