Piquet diz que só anda no GT3 se estiver livre
Warm Up 11/12/2008 - 10:34
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Clive Mason/Getty Images
 FELIPE PARANHOS
de Salvador
Durante a temporada 2008, a organização da GT3 Brasil anunciou diversas vezes que Nelson Piquet alinharia em seu grid. O tricampeão da F-1, como se viu, não apareceu. Seu Ford GT, comprado para as provas da categoria em sociedade com Eduardo de Souza Ramos, até correu, mas sem o seu dono mais ilustre. Piquet afirmou nesta quarta-feira (10) que o motivo de sua ausência é simples: corrida só em último caso.
"Quando comprei meu carro, eu comprei com a seguinte condição: 'Se coincidir com alguma corrida de kart do meu filho [Pedro, de 10 anos], ou com algo que eu tenha que fazer, não vou'. A última coisa que eu vou fazer é sentar num carro de corrida", declarou Piquet, que esteve em Salvador fazendo as vezes de empresário. "Fizemos alguns treinos, tudo, mas sempre coincidiu de ter algum compromisso nos finais de semana da GT3".
Segundo Piquet, seu parceiro sempre soube que ele, provavelmente, não correria. "Falei: '[a GT3] É minha terceira e última opção'. E está sendo."
Ao estilo "o-problema-é-meu", Nelson ressaltou a independência com a qual tomou tal decisão. "O carro não tem patrocínio, é tudo pago por mim. Então eu vou quando quiser, na hora em que eu quiser. É como se eu desse um luxo à minha pessoa, por poder sentar num carro tão rápido. Mas não quero participar de campeonato, quero fazer uma prova ou outra. É só diversão, mesmo."
"Se Deus quiser", categorias de fórmula voltarão
O momento atual do automobilismo brasileiro, sem categorias de monopostos há dois anos, causa inquietação a Nelson. "Isso é muito sério. É uma necessidade. Eu me preocupo muito, até pela ordem prática, porque tenho um filho com dez anos que está andando de kart e a única categoria que ele poderia entrar seria a F-3 Sul-Americana. Se nessa época ela não existir, o Pedro vai ter que ir aos 16 direto pra Europa, pra qualquer lugar que tenha categoria de base forte".
O campeão da F-1 por Brabham e Williams ressaltou a necessidade de o automobilismo do país investir em uma tecnologia avançada e em modelos novos. "O kart evoluiu tanto em tecnologia, pneu, motor, chassi, que quando você pára de correr, pode até regredir como piloto em outra categoria. É preciso fazer um monoposto com motor mais forte, pneu mais largo... Mas a CBA tem alguns planos pro futuro, acho que vai tentar fazer alguma coisa. Se Deus quiser, a gente vai ter alguma categoria de base".
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