FELIPE PARANHOS
de Salvador
Na Bahia para oficializar parceria entre uma faculdade e uma empresa de educação a distância da qual é sócio, Nelson Piquet falou nesta quarta-feira (10) sobre as conseqüências na F-1 do colapso na economia mundial. O adeus da Honda, por ele considerado "normal" por conta da crise financeira, foi tratado com a ironia característica do tricampeão — seria o golpe final na tentativa do velho desafeto Rubens Barrichello postergar o fim de sua carreira. E "aconselhou" o decano da categoria: é hora de parar.
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"Ele já ficou 17 temporadas na F-1, né? Tá na hora de voltar pra casa...", afirmou o agora empresário, antes de sorrir e mudar de assunto. E ao contrário da maioria dos envolvidos com o automobilismo, Piquet não se disse surpreso com a despedida da equipe sediada em Brackley.
Bruno Terena/Grande Prêmio
"É justa a preocupação de fazer uma F-1 mais barata. As despesas das montadoras são estratosféricas e a venda de carros caiu bastante. Quando uma empresa está em dificuldades, a primeira coisa que se decide cortar é a verba de marketing. E, para as montadoras, a F-1 não é nada mais do que marketing." Pouco antes de se despedir da categoria, a Honda anunciou queda de 32% nas vendas nos Estados Unidos.
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