BRUNO VICARIA
de Interlagos
Thiago Camilo venceu a etapa final da Stock Car, em Interlagos, mas a corrida paulista ficou marcada pela consagração de um novo campeão: Ricardo Mauricio. O piloto da WA Mattheis, que sofreu ao se envolver – e escapar – em diversos incidentes durante a prova, pôde comemorar o título inédito após o abandono do principal rival, Marcos Gomes.
Largando em 32º, M Gomes se envolveu em um acidente com Nonô Figueiredo e Juliano Moro, danificando seriamente o carro e sendo obrigado a deixar a disputa após 12 voltas. Mauricio, sem chances de pontuar e com a frente do carro bastante avariada, apenas conduziu o carro até o fim, somando um ponto com o 15º lugar.
Além da festa de Mauricio, a categoria comemorou a despedida de Ingo Hoffmann, que completou sua última corrida no pódio, com o terceiro lugar, atrás de Ricardo Sperafico. Lico Kaesemodel, Ricardo Zonta e Valdeno Brito completaram os seis primeiros da corrida, que foi repleta de fortes emoções.
Começo quente
Na largada, Cacá manteve a ponta, seguido de Ri Sperafico e de um impressionante Ingo. Apesar de algumas escapadas de posta, nenhum acidente foi registrado – apenas Popó Bueno perdeu o capô.
Só que a tranqüilidade durou apenas uma volta: Norberto Gresse e Felipe Maluhy se tocaram em plena reta dos boxes, acertando com violência o muro de concreto. O bólido de Gresse se incendiou no incidente e demorou muito para os bombeiros apagarem as chamas, provocando a entrada do carro de segurança.
No meio do pelotão, Ricardo Maurício acertou a traseira de André Bragantini e de Antonio Pizzonia, amassando a parte dianteira, mas conseguindo pilotar. Enquanto ele ocupava a 18ª posição, Marcos Gomes figurava em 25º. E a agonia dos dois pela relargada durou muito tempo, já que o fogo no carro de Gresse demorou para ser extinguido. E a corrida, que teria 50 minutos, passou a contar com menos de 30.
Confusão, agora com os candidatos
A relargada se deu na sétima volta, com Cacá abrindo e Ingo pressionando Ri Sperafico. Mauricio seguia em 18º, enquanto Gomes ganhava posições importantes, como a de Átila Abreu, que rodou. E na volta seguinte à nova partida, os boxes foram abertos para o reabastecimento obrigatório.
A vida de Gomes complicou ainda mais com um acidente entre Nonô Figueiredo e Juliano Moro no Pinheirinho. Mauricio passou raspando, mas o filho de Paulo Gomes não conseguiu desviar, foi acertado na traseira por Guto e tocou de leve em Moro, tendo de dar a ré e retornar à pista. Para sua sorte, o safety-car voltou a figurar.
Desta forma, os dois partiram para a relargada, na décima volta, com os carros bastante avariados. Mauricio ocupava a 12ª posição, com Marcos em 25º, com 21 minutos restantes. Consciente de que não poderia perder mais tempo, Gomes foi para o tudo ou nada, partindo para cima dos concorrentes mais próximos.
O primeiro a parar nos boxes foi Mauricio, na 11ª passagem. Em uma parada demorada, o piloto da A.Mattheis trocou o pneu traseiro e tirou o spoiler dianteiro. M Gomes fez o mesmo, e os dois voltaram para o fundo do pelotão. O líder Cacá realizou sua parada obrigatória na volta seguinte, deixando a primeira posição de forma provisória para Ri Sperafico, seguido por Ingo.
O dia era de Ricardo
Até que, na 12ª volta, o campeonato foi definido à favor de Ricardo Mauricio: com problemas no carro, M Gomes recolheu para a garagem, provocando uma explosão de alegria nos boxes da WA Mattheis, futura Red Bull.
Com a janela dos boxes fechada, a briga pela vitória ficou entre Cacá e Camilo. Mas Caca acabou sendo penalizado por ter excedido a velocidade nos boxes, deixando a liderança para o piloto da Vogel, que venceu sem problemas. Mauricio, ainda conseguiu levar um ponto para casa com a 15ª posição. Além do título, é claro.
Final: