BRUNO VICARIA
de São Paulo
A segunda investida da Honda na F-1 foi um fracasso. Em três temporadas, a equipe comandada por Nick Fry e representada na pista por Jenson Button e Rubens Barrichello obteve resultados escassos, comparado com a quantidade de investimento feito pela montadora neste período.
Os US$ 400 milhões injetados anualmente pelos nipônicos, um dos maiores orçamentos da categoria, resultaram em apenas uma vitória (Hungria 2006, com Button), três pódios (três terceiros: Malásia e Brasil 2006, com Button, e Inglaterra 2008, com Barrichello) e uma pole (Austrália 2006, com Button).

Entre Bahrein 2006 e Interlagos 2008, Honda teve Button e Barrichello no volante
As três temporadas juntas somaram US$ 1,2 bilhões e 106 pontos em 86 participações (média de 1,2 por corrida). Ou seja, cada tento "custou" a bagatela de US$ 11,3 milhões. Se levarmos em conta as duas últimas temporadas, os números aumentam assustadoramente: cada um dos 20 conquistados valeu US$ 40 milhões do investimento feito pela Honda naquele período.
Em uma comparação direta com a fase antiga (entre 1964 e 1968), o resultado é ainda mais vergonhoso: em apenas 35 corridas, o carro branco da Honda computou duas vitórias (México 1965, com Richie Ginther, e Itália 1968, com John Surtees), um segundo lugar (França 1968, com Surtees) e dois terceiros (África do Sul 1967 e EUA 1968, com Surtees).
Confira um histórico das duas participações da Honda na F-1:
Fase antiga (1964-1968)
GPs: 35
Vitórias: México 1965 e Itália 1968
Segundos lugares: França 1968
Terceiros lugares: África do Sul 1967 e EUA 1968
Pole-positions: Itália 1968
Primeira fila: -
Pontos: 48
Melhor posição no campeonato: quarto lugar em 1967
Fase atual: (2000-2006)
GPs: 86
Vitórias: Hungria 2006
Segundos lugares: -
Terceiros lugares: Malásia e Brasil 2006 e Inglaterra 2008
Pole-positions: Austrália 2006
Primeira fila: San Marino 2006
Pontos: 106
Melhor posição no campeonato: quarto lugar em 2006
Fonte: Forix