Em entrevista à BBC nesta quarta-feira (5), Bernie Ecclestone afirmou que a F-1 não tem problemas com racismo. Nesta quarta, ao "Daily Express", o pai de Lewis Hamilton,
Anthony, chegou a cogitar a saída do filho do esporte por causa de atos racistas.
Por conta dos desentendimentos com Fernando Alonso no ano passado, quando ambos disputaram o título, Hamilton foi alvo de torcedores espanhóis durante os treinos da pré-temporada, em Barcelona, em fevereiro deste ano. O piloto da McLaren ainda foi atacado por meio do site espanhol Pincha la rueda de Hamilton (fure a roda de Hamilton). E, diante da repercussão das ações contra o britânico, a FIA introduziu uma campanha anti-racismo no esporte.
Em Interlagos, palco da decisão do Mundial no último domingo (2), o inglês foi vaiado pelos fãs brasileiros. "Isso não faz sentido. Na Espanha, os torcedores apoiavam Fernando Alonso e no Brasil, Felipe Massa", destacou o homem forte da F-1. "Não acho que isso tenha a ver com racismo”, completou.
Ecclestone ainda minimizou as manifestações espanholas. "Havia poucas pessoas na Espanha. Provavelmente, era apenas uma piada e não insultos. As pessoas olham e vêem algo que não está lá", disse.
"Cada um tem o direito de torcer para quem quiser. Quando ele foi insultado? Isso me lembra do caso dos torcedores da Ferrari que apareceram com as caras vermelhas, e as pessoas também se manifestaram contra", acrescentou.
Lewis é o primeiro piloto negro da F-1 e, na etapa do Brasil, se tornou o mais jovem campeão da história da categoria.