Assim como no futebol, é muito difícil no automobilismo um piloto vestir a camisa de um único time – ou, no caso, passar toda a carreira no cockpit da mesma escuderia. Só que, se depender de Lewis Hamilton, a McLaren não precisará se preocupar com um de seus carros por um bom tempo.
Em um discurso para cerca de mil empregados da organização inglesa, na fábrica de Woking, o mais novo campeão mundial de F-1 fez uma declaração de amor eterno à McLaren. “Amo esta equipe, não sairei para lugar nenhum. Esta é a melhor equipe do mundo e estou muito orgulhoso de tudo que ela conquistou.”
Hamilton tem uma história de devoção pela equipe. Quando criança, viu seu maior ídolo, Ayrton Senna, vencer diversas corridas pela escuderia. Anos depois, se viu parte integrante de um programa de desenvolvimento de pilotos capitaneado pelo próprio Ron Dennis.
“Quando estava crescendo e descobri meu desejo por querer competir, sabia que faria isso pela McLaren. Costumava a ir à velha sede e ver os carros de Ayrton Senna e Mika Hakkinen. Costumava tocar os volantes e sonhar que, em algum dia, teria um bólido desses com meu nome e o número um estampado. Agora, o sonho virou realidade.”
Sobre o “presentinho” que ganhou do ‘tutor’ Dennis, um McLaren F1 LM laranja, Hamilton não escondeu a ansiedade em receber as chaves. “É o carro mais legal do mundo e quero ele logo”, brincou.
A festa de Hamilton aconteceu nesta terça-feira no Centro Tecnológico da McLaren, cuja fachada foi toda pintada de vermelho, com uma mensagem para o inglês. Além disso, foram disparados fogos de artifício por dez minutos.