MARCUS LELLIS
de São Paulo
Como o mundo da F-1 é tão fechado e restrito, a impressão que fica das pessoas envolvidas com a categoria é de que todas são sérias, inatingíveis, até mesmo mal-humoradas e arrogantes. Mas é só a cortina de ferro cair para perceber que a história não é tão bem assim. Como no caso de Mario Theissen.
O
Grande Prêmio teve a oportunidade de conversar com o chefe de equipe da BMW Sauber sem a burocracia do dia-a-dia da convivência jornalista-entrevistado. Em um papo franco, o acessível dirigente comentou sobre muitos assuntos, desde a temporada 2009 até as impressões dele sobre a cidade de São Paulo.
BMW e o próximo ano
Theissen está muito satisfeito com o rendimento da escuderia alemã em 2008. Também, pudera. Os objetivos projetados para este campeonato foram alcançados, sem nenhuma falha. O time chegou à primeira vitória, à primeira dobradinha, diminuiu o número de pontos que separa a BMW da McLaren e Ferrari no Mundial de Construtores e ainda pode conseguir emplacar Robert Kubica como terceiro colocado entre os Pilotos, sendo batido apenas por Lewis Hamilton e Felipe Massa.
Depois de tudo isso, o que fazer agora? “Nossa meta na próxima temporada é o título”, falou, mostrando que a escuderia não vai se estagnar e promete entrar com muita ambição em 2009. Ele só não revelou o que prepara para dar o bote nas equipes de ponta.
O lançamento do novo carro da BMW, que terá a missão de alcançar o topo da F-1, deve acontecer na metade de janeiro, em lugar ainda não definido.
Kerim Okten/EFE
Motor-padrão
Se existe uma grande polêmica no momento na categoria, certamente é a que trata sobre a padronização dos motores a partir de 2010. Mario não ficou em cima do muro. Fez um gesto, mostrando que não concorda muito com a idéia. Depois, comentou. “Se isso acontecer, as montadoras vão desaparecer da F-1. Não acredito nisso.”
E confirmou que a fábrica alemã é contra o projeto.
Conversas com Alonso
Os rumores na metade da temporada foram fortes: Fernando Alonso estava acertando com o time germânico para o próximo campeonato. Alguns veículos de comunicação chegaram a cravar a informação.
Como já havia dito anteriormente, o dirigente revelou que conversou com o espanhol. Mas nunca chegou a negociar para valer.
“Tive duas ou três conversas com ele na metade do ano, mas todas elas foram normais, saber como Fernando estava. Nunca cheguei a negociar contrato com ele”, disse.
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