VICTOR MARTINS
de Interlagos
Rubens Barrichello não vê vida fora da F-1. Ainda. Sereno durante toda a entrevista aos jornalistas brasileiros, o brasileiro falou longamente que merece ficar na categoria, ainda mais na fase a que vai adentrar, e que não seria justo ser deixado à mercê após anos sofríveis.
A Honda ainda não conversou com o piloto sobre uma renovação nem mesmo sobre dispensa. Mesmo na iminência do desemprego, Barrichello se diz "normal. "Eu estou tratando [o fim de semana] como uma corrida normal, minha última corrida da temporada, a melhor delas. Só posso dar tudo de mim em um carro que não foi satisfatório durante o ano", declarou nesta quinta-feira (30).

Para ficar, Rubens propõe-se até perder 5 kg
Ajuda de Rubens? "Massa poderia me ajudar"
Otimista, Massa diz: "Torcida vai secar Lewis"
Favorito, Hamilton ressalta clima sem pressão
Alonso se diz contra McLaren. "Sempre", aliás
Especial: há 20 anos, Senna vencia 1º título
Rubens segue em tese funcionário da Honda até o fim do ano. Segundo o paulista, suas chances são de 50%. Mais do que isso, baseia sua permanência na fé. "A Honda vai fazer alguns testes para depois ter uma decisão. Só um pensamento positivo agora é que vai resolver, porque o trabalho já foi mostrado. Não tenho mais nada para convencê-los com velocidade e experiência. Minha motivação está extra."
Questionado pelo
Grande Prêmio se havia bolado um plano B, Barrichello rechaçou. "Não, nunca pensei. Não tenho pensamento fora da F-1 no momento. Vou deixar para pensar se tiver de pensar", afirmou. "Quero muito ficar, mereço ficar, são três anos dedicados a carros ruins, então seria uma situação em que mereceria ficar num carro competitivo pro ano que vem."
A situação de Rubens é mais do que complicada. O
Grande Prêmio soube que a Honda já definiu que não vai contar mais com seus serviços e aposta agora em um novo piloto brasileiro. Resta a Barrichello a Toro Rosso. "As conversas estão acontecendo", admitiu, "mas acho que eles têm uma pressão interna. Eles precisam de dinheiro. Se um piloto mais jovem trouxer dinheiro, eles também precisam de experiência. Acho que as duas estão no mesmo plano."
