Fotos: Forix

Francês abriu boa vantagem nas primeiras corridas do campeonato
FRANCISCO LUZ
de Novo Hamburgo
O GP do Brasil, disputado pela nona — e penúltima — vez em Jacarepaguá, começava com expectativas de que se repetisse a competitividade vista nos dois anos anteriores, principalmente 1986. A chegada dos motores Honda à McLaren, junto com Ayrton Senna, a ida de Nelson Piquet para a Lotus e as vitórias de Gerhard Berger nas últimas corridas de 87 eram símbolos da promessa de uma disputa intensa pelo título.
Mas essa promessa não durou um treino. Desde o início, o MP4-4 projetado por Gordon Murray se mostrou amplamente superior à toda concorrência. Senna marcou a pole-position para a prova no Rio, tendo ao seu lado Nigel Mansell, com a Williams-Judd à frente de Alain Prost em um resultado surpreendente.
Que não durou muito. Senna teve problemas na volta de apresentação e precisou trocar de carro, sendo mais tarde desclassificado por isso. Prost venceu de maneira tranqüila, com Berger em segundo e Nelson Piquet em terceiro. Justamente os três carros apontados como principais favoritos antes do começo da temporada.
Na etapa seguinte, em San Marino, Ayrton ficou novamente com a posição de honra no grid, abrindo mais de sete décimos para o seu colega de time — e espantosos 3s352 para Piquet, que marcou o terceiro tempo. O bólido vermelho e branco se afinava a cada instante, e o brasileiro venceu sua primeira corrida com a McLaren, tendo o "Professor" ao seu lado. 15 a 9 para o francês, na briga que logo se viu restrita aos dois pilotos de Ron Dennis.

Brasileiro se acidentou sozinho e perdeu vitória certa no Principado
Entretanto, Prost voltou a vencer logo na seqüência, em Mõnaco. E foi uma vitória entregue de bandeja por Senna, que bateu sozinho quando restavam doze voltas para o fim e quando tinha mais de 50 segundos de vantagem. O adversário agradeceu e abriu 15 pontos de vantagem sobre Ayrton, colocando até mesmo Berger entre os dois.
Mas nada que preocupasse demais o paulistano, ja que os resultados ruins do início do campeonato seriam descartados ao fim da temporada.
Prost conquistou mais um triunfo no México, desta vez com Senna em segundo e Berger completando o pódio. A diferença entre os dois aumentou para 18 pontos, e o austríaco da Ferrari mantinha-se uma presença constante no pódio, mesmo sem chances de vitória.
Mas aí a situação virou.
