Alonso vence GP em Cingapura. E faz história
Warm Up
28/09/2008 - 11:01

Fotos AP e Reprodução

Alonso ergue taça da vitória em Cingapura: conquista veio de forma inesperada nas ruas da cidade asiática


BRUNO VICARIA
de São Paulo


Fernando Alonso voltou a vencer na F-1, e da maneira mais imprevisível possível, na primeira corrida noturna da história da categoria, disputada na noite deste domingo (28) no circuito urbano de Cingapura.

Largando em 15º, o espanhol aliou estratégia certa a uma pilotagem perfeita para assumir a primeira posição, após uma entrada do safety-car e uma série de punições. A partir de então, bastou ao asturiano acelerar para garantir a 20º (e mais merecida) vitória da carreira.


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Nico Rosberg, outro piloto em um dia iluminado, terminou em segundo – mesmo tendo sofrido uma punição de dez segundos por parar fora de hora –, com Lewis Hamilton, o sortudo do fim de semana, completando o pódio em terceiro e se isolando na liderança do campeonato.

Destaque também para outros dois alemães: Timo Glock, quarto com a Toyota (após um fim de semana difícil), e Sebastian Vettel, quinto colocado com a Toro Rosso. Nick Heidfeld, David Coulthard e Kazuki Nakajima fecharam a zona de pontos da 15ª etapa da temporada.

Já o azar foi a ordem da noite entre os brasileiros no GP. Felipe Massa teve problema nos boxes, arrancou a mangueira de combustível, chegou a tocar no muro e ficou em 13º, longe dos pontos; já Nelsinho Piquet bateu, enquanto Rubens Barrichello abandonou, após o carro apagar em plena reta.

Monotonia provisória



A corrida em Cingapura consistiu de três atos. O primeiro teve 14 voltas e foi um "teaser" de como seria uma corrida perfeita nas ruas da cidade-estado asiática: Massa, o pole, manteve a posição na largada e voava à frente de Hamilton.

Já o inglês era perseguido ferozmente por Raikkonen, com a Ferrari andando bem melhor que a McLaren. As ultrapassagens, consideradas impossíveis, aconteceram em bom número nas primeiras voltas, como no duelo entre Glock e Kovalainen. Só que veio a 14ª volta e a noite, já agitada, de Cingapura foi virada de cabeça para baixo.

No segundo setor do circuito, Nelsinho Piquet acertou duas vezes o muro de proteção, provocando a entrada do SC. Neste período, alguns pilotos conseguiram realizar suas paradas antes do fechamento dos boxes, como Alonso e Barrichello. Outros, como Rosberg e Kubica não tiveram melhor sorte e precisaram entrar nos boxes fechados, senão ficariam sem gasolina.

A sorte de Barrichello, que largara em 18º e tinha a estratégia de uma única parada, foi para o espaço junto com o motor Honda, que simplesmente parou de funcionar. E os brasileiros ainda teriam muito mais a lamentar, duas voltas depois.

Sinal verde... Verde?



Quando os boxes reabriram, Massa, Hamilton e Raikkonen logo entraram. E, justo no procedimento de Massa, a mangueira de combustível ficou emperrada no carro, com o sinalizador eletrônico erroneamente indicando serviço feito para o brasileiro. Crente de que estava tudo certo, Felipe saiu arrastando tudo. Além de levar o conector e a mangueira, Felipe quase acertou Adrian Sutil.

Depois de ficar parado para os membros da equipe retirarem o que ficou preso, Massa voltou em último. Logo depois, suas chances de pontuar foram eliminadas com um drive-through, por causa do erro da Ferrari. Curiosamente, na parada seguinte, o pirulito tradicional foi usado com o brasileiro.

Em toda essa confusão, Rosberg se viu na liderança. Só que uma punição por ter entrado em hora não permitida acabou deixando a primeira posição para Trulli. Mas o italiano precisava parar, assim como Giancarlo Fisichella e Robert Kubica, outro que fora punido. A presença de Alonso na ponta era questão de tempo.

E foi o que aconteceu. O asturiano, que saiu em 15º, fez um ótimo início de prova e conseguiu parar antes do safety-car entrar na pista na batida provocada pelo companheiro Nelsinho. Ciente de que poderia vencer, Alonso andou no limite o tempo todo, e, após sua parada, retornou à pista ainda em primeiro. Mas um novo safety-car apareceu para tentar embaralhar todas as cartas.

Gran finale



No novo incidente, Massa rodara na curva 18, ao desviar de Trulli, que vinha lento. Na hora de voltar, por sorte não foi atingido por Sutil, que beijou a proteção de caixas d'água e abandonou, provocando a entrada do carro de segurança, que deixou a pista restando oito voltas para o fim.

Com todos embolados, foi dada a relargada. Com Rosberg segurando Hamilton, o terceiro, Glock e Raikkonen, Alonso pôde abrir uma vantagem segura para o resto do pelotão. Sem poupar equipamento, o asturiano acelerou firme para garantir a primeira vitória da Renault desde 2006 e sua última desde o GP da Itália de 2007, quando ainda pilotava pela McLaren.

Mas a corrida não acabou sem outro grande acontecimento: a quatro voltas do fim, Raikkonen atropelou uma “tartaruga” na zebra da pequena chicane e acertou o muro, deixando a corrida. Com isso, a Ferrari, sem pontuar na prova, perdeu, pela primeira vez, a liderança do campeonato de equipes para a McLaren.

Rosberg, em um merecido segundo, e Hamilton completaram o pódio da primeira etapa noturna da história da categoria. Massa, por sua vez, ficou apenas em 14º e viu a desvantagem para Lewis no campeonato subir para sete pontos (84 a 77), restando três corridas para o término do campeonato. O que não é o fim do mundo para o brasileiro, mas complica.

A próxima corrida da temporada também acontece em território asiático: o circuito de Fuji, no Japão, receberá pela segunda vez consecutiva os carros da categoria, no dia 12 de outubro.

Final:






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