BRUNO VICARIA
de São Paulo
“O que me consola é o fato de saber que ele deve estar em uma bem melhor, agora”. Assim, Cristiano da Matta comentou a morte do ex-patrão Paul Newman, com quem conquistou um título na extinta Champ Car e, assim como Sébastien Bourdais, uma vaga para correr na F-1.
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O mineiro, que graças ao trabalho feito no time de Newman com Carl Haas (na época, Michael Lanigan ainda não era sócio) em 2002, garantiu uma vaga para representar a Toyota na maior categoria do automobilismo mundial, classificou o ator e dirigente como um amigo querido.
“Fico sentido, pois ele foi mais que chefe: foi um amigo”, afirmou ao
Grande Prêmio, por telefone, dos Estados Unidos. “Nosso relacionamento sempre foi muito bom, ele sempre me apoiou 100%”, continuou Cristiano, que contou duas passagens ao lado do norte-americano.
A primeira foi na época em que o brasileiro sofreu um sério acidente durante testes na Champ Car, onde passou muito tempo em estado gravíssimo. “Ele [Newman] foi me visitar no hospital e ficou dois dias do meu lado, lá. Não me lembro direito, pois na época era difícil de guardar as coisas, mas ele me apoiou bastante naquele momento.”
A segunda aconteceu em 2005, quando Newman, aos 80 anos, se juntou ao amigo Mickael Brockman e aos pupilos Da Matta e Bourdais para disputar as 24 Horas de Daytona. “Me lembro que a esposa disse para ele: ‘Aproveita que esta será sua última corrida’. Em seguida, ele virou e falou: ‘Se esta será a última, então vou fazê-la direito’. Entrou no carro e foi para a pista.”
O mineiro aproveitou, também, para comentar o comportamento de Newman ao volante: “Ele dirigia bem. Se saía muito bem a bordo de um carro. Respeitava muito ele como piloto.”
Por fim, Cristiano ressaltou o lado humano do dirigente, que trabalhava bastante em prol da caridade. Uma de suas empresas, a “Newman’s Own”, que fabrica molho de salada, tem sua renda inteiramente voltada para a fundação “Hole in the Wall Camps”, também do ator, voltada para doenças infantis.
“Ele sempre foi um cara muito bom. Ele ajudou muita gente com o trabalho beneficente. Se depender pelo o que ele fez em vida, seu lugar no céu será o melhor possível. Estou sentido, é difícil lidar com uma notícia dessas, mas acredito que foi bom para ele. Se o lugar no céu depender de um bom coração, ele teria vagas sobrando.”
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