Pilotos evitam falar sobre greve na Inglaterra
Warm Up
19/06/2008 - 15:43

Apesar da revista alemã "Auto Motor und Sport" ter revelado que alguns pilotos consideraram a possibilidade de uma greve no GP inglês, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Robert Kubica não confirmaram a idéia, mas também se mostraram insatisfeitos com o aumento no valor das superlicenças, que foi imposto pela FIA no início do ano.

A permissão, que custava € 1.690 (R$ 4,2 mil), mais € 447 (R$ 1.118) por ponto conquistado até 2008, passou a custar € 10 mil (R$ 25 mil), mais € 2 mil (R$ 5 mil) por ponto conquistado, após aprovação de reajuste pelo Conselho Mundial no último mês de janeiro.

"É uma questão muito séria, e nós chegamos a discutir esse assunto nas duas últimas reuniões da GPDA. A nossa opinião é que esse aumento não foi justo", declarou o bicampeão, que ocupa o cargo de diretor na Associação dos Pilotos de Grandes Prêmios.

“É algo que necessita maior atenção, mas não sei ainda qual será a melhor solução ou como nós vamos agir com relação a isso. Porém, se houver uma greve em Silverstone, talvez haja uma possibilidade de resolver", disse.

Questionado sobre qual será o valor da sua superlicença, Alonso respondeu: "Não sei ainda, mas algo em torno de € 200 mil. Mas depende da pontuação, então acho que pagarei um pouco menos no próximo ano", brincou.

"De qualquer forma, prefiro não pagar tanto assim. Mas é um problema que teremos de enfrentar cedo ou tarde. Além disso, esse preço é ridículo. Nós já tentamos dois ou três contatos com FIA, sempre por meio de carta. Mas não tivemos nenhuma resposta positiva", completou o espanhol.

De acordo com o site da revista inglesa "Autosport", os pilotos não concordaram com a alteração no preço da permissão por causa dos jovens competidores, que serão obrigados a pagar um valor muito mais alto.

"Concordo com que Fernando falou sobre esse grande aumento no valor da superlicença em relação ao último ano", Robert Kubica, atual líder do Mundial. "É muito dinheiro, especialmente se você conseguir somar muitos pontos, como Lewis Hamilton em 2007, que correu pela primeira vez na F-1", acrescentou.

Contudo, Kubica afirmou que uma paralisação é pouco provável. "Pilotos que possuem um carro rápido, mas que não marcam pontos, não vão querer parar, pois não precisarão pagar nada", falou.

"Acho que será difícil fazer com que todos concordem com uma greve. Mas estamos trabalhando para convencer a FIA de que será necessário reduzir os custos", revelou.

Já Kimi Raikkonen foi mais cauteloso e afirmou que prefere uma solução mais diplomática para a questão. "Para mim, esse aumento foi desproporcional. Mas acho que não há razão para deixarmos de correr", destacou.

"Não vai acontecer nenhuma greve. Penso que será possível encontrar uma solução razoável para isso tudo", reiterou.

Em janeiro, Max Mosley declarou que o aumento no valor da superlicença foi aprovado para garantir que os jovens pilotos não tenham de pagar um preço alto pela permissão, especialmente por não terem grandes salários. "Acho que, se o cara ganha € 30 milhões, esses valores não serão tão ruins", disse.

A FIA investe o valor das taxas em projetos de segurança no esporte.



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