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Rubens Barrichello justificou de maneira curiosa sua desclassificação no GP da Austrália, disputado na madrugada deste domingo (16) em Melbourne. Ele saiu dos boxes com a luz vermelha. Já havia entrado com o pit-lane fechado, assim que foi à pista o safety-car por conta do acidente de Timo Glock. Mas a Honda explicou que era aquilo, ou ficar parado no meio do parque sem gasolina. O preço seria pagar um stop & go, o que acabou acontecendo. Mesmo assim o brasileiro terminou em sexto.
Só que saiu com a luz vermelha, depois de arrastar o mecânico que reabastecia o carro — sem culpa, já que foi liberado pelo mecânico que segura a placa à frente do carro —, e isso é desclassificação sumária. Mas os comissários só confirmaram a eliminação duas horas depois da prova.
A justificativa curiosa do piloto, voltando ao início deste texto: “Não vi, não vou ver e ninguém verá”, falou. Por quê? “Porque com a nova centralina [padronizada para todas as equipes, de fabricação da McLaren], temos de mexer nos botões para ajustar três funções, precisamos nos concentrar e não dá para ver o farol.”
Certamente uma explicação preocupante. Como solucionar daqui para a frente? Problema para a Honda e para Rubens. Mas talvez seja o menor deles. Esperava-se que o time não fosse capaz de andar na frente de ninguém neste ano, depois dos maus resultados da pré-temporada. Mas andou.
E andou bem. Rubens manteve ótimo ritmo durante toda a prova e segurou uma Ferrari, de Raikkonen, por quase duas dezenas de voltas. “Nosso desempenho provou que o carro tem bom potencial. É decepcionante ser desclassificado, mas pelo menos as perspectivas são boas.”
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