O limite orçamentário, que foi proposto pela FIA, será introduzido na F-1 a partir de 2009. Max Mosley, presidente da entidade, confirmou a informação por meio de uma carta enviada aos 11 times da categoria nesta semana. O site da revista inglesa "Autosport" teve acesso ao conteúdo da correspondência.
As medidas para a redução dos custos incluem: limite de gastos com os motores, salários de pilotos, promoção e marketing. Contudo, a remuneração dos chefes das escuderias não está inserida no pacote.
Confira alguns trechos:
"A partir de 2009, haverá um limite máximo de despesas para todas as equipes da F-1. Isso será aplicado também aos custos com os motores, pilotos e com os gastos de promoção e marketing.
Devido à grande variedade de acordos, não incluiremos um teto para a remuneração dos chefes de equipes.
Uma reunião entre o técnico da FIA, Tony Purnell, e representantes das escuderias será realizada em Paris, no dia 31 de janeiro. A FIA espera definir as condições do limite orçamentário para 2009, e possivelmente 2010 e 2011.
Um grupo de trabalho na área financeira também será criado para tentar finalizar o regulamento antes de junho de 2008."
O dirigente também sinalizou mudanças radicais, como a proibição da utilização dos túneis de vento.
"Se o grupo de trabalho não for capaz de traçar um método eficaz para checarmos as despesas, ou se a maioria das equipes não concordar com a proposta até 30 de junho deste ano, as medidas para a redução de custos que foram votadas no encontro do Conselho Mundial, em 7 de dezembro de 2007, serão aprovadas para a temporada de 2009", disse Mosley, no documento.
A idéia do teto orçamentário recebeu o apoio das equipes, exceto a Ferrari, que se manifestou contra a redução dos gastos.
Mario Theissen, chefe da BMW Sauber, se mostrou a favor da medida. "Reduzir custos é sempre desejável. Nós apoiamos a idéia e acho que a proposta que nos foi feita é bastante atraente, ao menos, nesse primeiro momento."
"Acho que deveríamos avaliar melhor a maneira como o trabalho será desenvolvido, por exemplo: definir qual seria o limite orçamentário, o que estaria incluso e como faríamos o controle dos gastos. Talvez, seria interessante estabelecer um limite de gastos em áreas específicas", explicou Theissen.
A carta de Mosley também traçou planos sobre o futuro do regulamento dos motores, principalmente após as equipes terem aceitado o acordo sobre a redução do período de congelamento dos propulsores, que será de cinco anos.
"Não será permitido nenhum trabalho nos atuais motores nesse período, mas o desenvolvimento das unidades que serão utilizadas a partir de 2013 poderá começar nos próximos 12 meses", acrescentou o inglês.