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Hamilton recebe o abraço do pai após conquista da pole em Fuji
Foram os 0s070 mais comemorados e aplaudidos dos últimos tempos na McLaren. Foi Lewis Hamilton, o piloto agora abertamente apoiado pelos convivas, quem fez a pole nos acréscimos do úmido treino classificatório na nebulosa Fuji. Mais ainda porque ele superou o anti-McLaren, Fernando Alonso, que ostentava o primeiro lugar praticamente desde a segunda parte da sessão deste sábado (29).
Houve a preocupação de a F-1 ficar sem o ensaio que define o grid de largada por as condições do tempo sofrerem um revertério nas primeiras horas do dia, que amanheceu com chuva intensa e tanta nebulosidade que o treino livre da manhã só teve dez minutos de pista livre. Ao fim e ao cabo, a sessão teve seu curso sem água do céu e visibilidade permitida para a prática do automobilismo.
Hamilton conseguiu 1min25s368 com os pneus intermediários, que não tem os mimos, por assim dizer, de faixa branca em ranhura. Desalojou o declarado desafeto, aquele a quem combateu duramente ontem, considerando desleal e de face diferente da que imaginava. O inglês bateu palmas no cockpit, ergueu o polegar, ouviu o "fantastic job" em sotaque britânico do time, sorriu abertamente. Como Ron Dennis. Não há como negar que a McLaren convive com um intruso.
À Ferrari restou a desilusão e o desespero de perder o lugar na primeira fila, concomitante à pole de Hamilton. Kimi Raikkonen vai largar em terceiro e leva a esperança do grupo vermelho de tentar manter-se na briga pelo título, com Felipe Massa, o neo-escudeiro, em quarto.
Nick Heidfeld parte em quinto com uma BMW que não vem lá muito bem no fim de semana nipônico. Aproveitou-se, claro, do rebuliço provocado pelo clima. Nico Rosberg foi o sexto, mas por ter tido seu motor trocado, será demovido ao 16º posto. Herda seu lugar Jenson Button, que capta elogios por levar a fracota Honda ao chamado Q3, a superpole. Coisa que Rubens Barrichello acabou não conseguindo. Ficou na Q1, mesmo. 17º foi o menos ruim a que alcançou.
Outro que necessita de destaque é Sebastian Vettel. Badalado na Alemanha, sobretudo depois da corrida que fez nos EUA em substituição a Robert Kubica na BMW, vinha amargando o ostracismo a que a Toro Rosso joga. Hoje seu talento lhe rendeu o nono lugar em pista, oitavo no grid pelo descenso de Rosberg.
Se a literatura indica que ao vencedor, as batatas, a dúvida se concentra em que merecem os dois grandes "perdedores" do dia, os dois ídolos locais, Takuma Sato e Sakon Yamamoto. Os pilotos da Super Aguri e da Spyker, respectivamente, preenchem a fila final do grid.
Na mesma linha de Sato e Yamamoto, a emissora que transmite a F-1 para o Brasil, a Rede Globo, transmitiu, como se estivesse ao vivo, o treino com atraso de 11 minutos.
Grid de largada:
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