Foi um telefonema antes do GP da Hungria e um encontro cara a cara que fez Max Mosley jogar no ralo quatro décadas do que achava de Ron Dennis e pedir a exclusão da McLaren na reunião do Conselho Mundial da última quinta. Em entrevista neste sábado (15) à ITV, Mosley relatou os fatos que levaram à nova reunião do Conselho e verificou que o chefe da McLaren mentiu.
"Na manhã do GP da Hungria, Ron me telefonou e disse: 'Alonso acabou de sair do motorhome e ele diz que ele tem informações e que ameaça a entregá-las à Federação'. E eu falei: 'O que você quer dizer?', e ele completou: 'Mas não tem nenhuma informação'. Então eu perguntei: "É uma ameaça furada?' E ele respondeu: 'Sim, uma ameaça furada. Não tem nenhuma informação, nada a se revelar. Posso assegurar que se tivesse algo, Max, eu teria contado para você."
O relato à emissora continuou. Mosley afirmou que Dennis chegou a ele no Conselho e reiterou que não havia nada de errado. "Conheço Ron há 40 anos. É difícil para mim, quando alguém que conheço há 40 anos olha no meu olho e diz: 'Max, estou dizendo a verdade verdadeira'. Você acredita. Só foi quando eu peguei a lista da polícia italiana com 323 SMS em um período de três meses entre Coughlan e Stepney que vi que tinha algo a mais. Você não manda 300 mensagens arrumando uma visita para a Honda. É algo sério. Então sentei, mandei a carta aos pilotos e o resto é história."
Voto vencido, o presidente da FIA acabou vendo a escuderia inglesa apenas ficar com uma multa de US$ 100 milhões e perder os pontos entre Construtores.
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