Hamilton lidera comboio húngaro. E fatura GP
Warm Up
05/08/2007 - 10:13

AFP

Hamilton recebe a bandeira quadriculada pela terceira vez na frente de todos


Exceto o GP da Europa, a F-1 tem visto aos sábados a decisão de seus GPs. Na Hungria, o dia anterior à prova pareceu ter esgotado o estoque de movimentação e expectativa, muito mais pelo episódio estrelado pela McLaren e seus pilotos do que pela atividade em pista. E com Fernando Alonso fora de combate — largando em sexto — e uma Ferrari — a de Felipe Massa — partindo em 14º, coube a Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen desfilar por 70 voltas sem que o finlandês ameaçasse o rival para disputar a vitória. A única coisa que a sina magiar pode ter definido é que o brasileiro vai assumir a condição de segundo piloto.

AFPNa largada, fator que define quase tudo em Hungaroring — não só, mas especialmente —, Hamilton manteve-se na ponta e Raikkonen tomou o segundo lugar de Nick Heidfeld, que vinha pelo lado enporcalhado da pista. De início, Lewis abriu confortável vantagem para o finlandês, que só nas voltas anteriores à primeira parada, começou a descontá-la a pingos de conta-gota. Em um momento na prova, a diferença entre os dois chegou a oito décimos. Nada que fizesse o líder do campeonato sequer arrepiar os cabelos — até porque não tem. E assim cruzaram a linha de chegada.

Com Alonso, as coisas foram regadas a Ralf Schumacher. O espanhol empacou atrás do alemão da Toyota, que, se não lembra o Ralf dos tempos que lutava por vitórias, ao menos não é a mesma lástima que iniciou o Mundial. As posições só foram invertidas depois da segunda parada nos boxes. Livre, o Sérgio Mallandro espanhol se viu atrás da BMW de Heidfeld nas voltas derradeiras por conta da visita do tedesco aos pits em três oportunidades. Como os dois primeiros, ficou na base do comboio. Robert Kubica chegou logo atrás, em quinto.

Difícil é a definição do desempenho de Massa. Porque mesmo largando com combustível até no bolso de seu macacão, sequer conseguir ameaçar a posição de Takuma Sato, que tinha estratagema de corrida similar, para conquistar um 15º lugar, é totalmente desfavorável e negativo para um piloto que anda de Ferrari e parecia lutar pelo título. Ganhando postos sem ultrapassagens diretas — ou nas paradas ou por erro dos adversários —, acabou em 13º na condição de retardatário. O próprio Felipe resumiu: "Foi a pior corrida de minha vida". E com 59 pontos, 21 a menos que Hamilton, e seis GPs para o fim da temporada, é bem provável que tenha assinado o caráter de "escudeiro" de Kimi.

AFPSchumacher, Nico Rosberg e Heikki Kovalainen preencheram a zona de pontuação. No pódio, curiosamente, a McLaren se viu sem o troféu pela vitória como Construtor porque a FIA determinou que a equipe seria punida e ficaria sem pontos nesta condição na corrida deste domingo (5). Logo, sem pontos, sem prêmio. Tanto que ninguém do time acompanhou o britânico no cerimonial.

Rubens Barrichello, que voltas e voltas passou em último depois do abandono de Sakon Yamamoto, foi... último. E pensar que a Honda no ano passado comemorava com Jenson Button a vitória na etapa magiar... o tempo é implacável na F-1. E a corrida de hoje foi uma perda deste precioso elemento.

Final:




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