O porta-voz do circuito de Indianápolis, Ron Green, confirmou nesta quinta-feira que o GP dos Estados Unidos de F-1 não será mais realizado no tradicional autódromo norte-americano.
O contrato expirou nos últimos meses e uma reunião nesta semana decidiu a não renovação do acordo com a categoria. A corrida nos EUA, que é realizada no traçado misto do Indianapolis Motor Speedway desde 2000, também deverá pular fora do calendário.
"Após diversas discussões, Bernie Ecclestone e eu não conseguimos concordar em manter a F-1 em Indianápolis a curto prazo. Contudo, deixamos as portas abertas para uma data no futuro. Foi um prazer ter o GP dos EUA em Indianápolis e espero que, com o centenário do circuito se aproximando, exista uma oportunidade para a F-1 retornar", afirmou o dono do circuito, Tony George, em um comunicado posterior.
Desde 2005 que o caso de amor entre a F-1 e a pista norte-americana vem se degradando, quando todos os pilotos equipados com pneus Michelin decidiram não correr, por causa da falta de segurança dos compostos traseiros.
Nos últimos meses, o chefão da categoria, Bernie Ecclestone, chegou até a dizer que a F-1 não precisa dos Estados Unidos, contrariando a idéia das equipes, que consideram a terra do Tio Sam um local muito importante para o esporte. No entanto, o dirigente viajou semanas atrás para Las Vegas...
Em oito anos de disputa, a fase recente do GP dos Estados Unidos foi dominada pela Ferrari: foram seis vitórias – cinco de Michael Schumacher e uma de Rubens Barrichello – contra duas da McLaren (de Mika Hakkinen e Lewis Hamilton).
No entanto, apesar de perder a F-1, Indianápolis anunciou recentemente que passará a receber a MotoGP a partir da próxima temporada.